Benefício do INSS foi negado? Veja principal motivo para isso acontecer

Os brasileiros estão enfrentando dificuldades para dar entrada nos benefícios do INSS, como aposentadoria e auxílio-doença. Os problemas ficaram ainda mais acentuado por conta da pandemia do novo coronavírus. 

Benefício do INSS foi negado? Veja principal motivo para isso acontecer
Benefício do INSS foi negado? Veja principal motivo para isso acontecer (Foto: Adriana Toffetti/A7 Press/Folhapress)

A fila de pedidos ficou ainda maior e pode ser um obstáculo para aqueles trabalhadores que não estão atentos para a documentação correta, isso pois eles vão ter de esperar mais para que seu benefício seja avaliado. 

Os especialistas afirmam que a documentação incompleta no momento da solicitação é um dos principais motivos para que o acesso ao benefício seja demorado.

O INSS divulgou dados que apontaram uma alta de 15,4% na recusa de pedidos em maio, comparando com o mês de abril.

Os pedidos aceitos tiveram uma queda de 25%, já de maio para junho houve um aumento nas concessões e nas recusas de 27,2% e 17,7%.

Nos meses entre janeiro e março, cerca de 1,2 milhão de pedidos foram negados, esta foi a primeira vez no período de 10 anos que a quantidade de benefícios recusados foi maior que o de concessões.

Os segurados devem estar atentos sobre os documentos que são entregues com as solicitações de aposentadoria, auxílio-doença, pensão por morte e auxílio-acidente. 

Hoje, são cerca de 1,56 milhão de pedidos de benefícios previdenciários que estão na fila esperando pela análise do INSS. 

Deste montante, 694 mil estão a espera da primeira avaliação da sua solicitação e 867 mil já passaram pela análise e aguardam o segurado cumprir as exigências do órgão para serem pagos.

Outros motivos

Alguns segurados estão fazendo o envio de atestado médico inválido por meio do aplicativo MEU INSS.

Esse envio passou a ser permitido após o início do isolamento social, o que impossibilitou a realização presencial da perícia médica.

O atestado enviado precisa estar:

  • Legível e sem rasuras;
  • Com assinatura do profissional emitente e o carimbo de identificação, com registro do respectivo Conselho de Classe ou Registro Único do Ministério da Saúde (RMS);
  • Conter as informações sobre a doença ou Código Internacional de Doenças (CID);
  • Possuir o período estimado de repouso necessário.

Como enviar o atestado pelo aplicativo?

1) Acesse o Meu INSS, pelo gov.br/meuinss ou pelo aplicativo e selecione a opção “Agendar Perícia”.

2) Selecione a opção “Perícia Inicial” e, em seguida, clique em “Selecionar”.

3) Na pergunta “Você possui atestado médico”, selecione “SIM” e clique em continuar.

4) Preencha as informações pedidas e clique em “Avançar”.

5) Em “Anexos”, clique no sinal + para inserir o documento.

6) Na tela que se abre, clique em “Anexar”.

7) Agora basta selecionar o documento (seu atestado médico) que você quer anexar, clicar em “Abrir” e, em seguida, em “Enviar”.

8) Depois, selecione a agência do INSS desejada e clique em “Avançar”.

OBS: Essa será a agência onde o benefício será mantido. O INSS ressalta que o atendimento nas agências está suspenso temporariamente.

9) Marque a opção “Declaro que li e concordo com as informações acima” e clique em “Avançar”.

10) Se desejar, clique em “Gerar Comprovante” para que você o salve em seu computador ou celular.

Gostou do conteúdo? Siga @fdrnoticias no Instagram e FDR.com.br no Facebook para ver as últimas notícias que impactam diretamente no seu bolso e nos seus direitos.

MAIS LIDAS

×

Deixe as notícias mais recentes encontrarem você

Você pode ficar a par das melhores notícias financeiras e atualizado dos seus direitos com apenas uma coisa: o seu email!

Jheniffer Freitas
Jheniffer Aparecida Corrêa Freitas é formada em Jornalismo pela Universidade de Mogi das Cruzes. Atuou como assessora de imprensa da Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo e da Secretarial Estadual da Saúde de São Paulo. Há dois anos é redatora do portal FDR, onde acumula bastante experiência em produção de notícias sobre economia popular e finanças.