Guedes defende criação do Renda Brasil consolidado a mais 27 programas

Foi anunciado nesta terça-feira (1), a prorrogação do auxílio emergencial, o que segundo o ministro da Economia, Paulo Guedes, vai dar mais tempo para a realização de estudos mais aprofundados para a criação do Renda Brasil.

Guedes defende criação do Renda Brasil consolidado a mais 27 programas
Guedes defende criação do Renda Brasil consolidado a mais 27 programas(Imagem: Reprodução Google)

O Presidente Jair Bolsonaro informou que o auxílio emergencial vai ser prorrogado até dezembro, com isso serão pagas mais quatro parcelas, de setembro a dezembro. Porém, o valor pago será de R$300 e não de R$600 como aconteceu até agora.

No mês de junho, o ministro da economia já tinha anunciado que o governo federal criaria um programa de renda mínima permanente depois da pandemia causada pelo novo coronavírus, que foi chamado de Renda Brasil.

O ministro ainda havia informado que seriam unificados diversos benefícios sociais para a criação do Renda Brasil, que deve incluir também o auxílio emergencial.

Apesar disso, a semana passada o presidente anunciou que a criação do programa está suspensa, pois não aceitaria eliminar alguns programas como o abono salarial, espécie de 14º salário pago aos trabalhadores com carteira assinada que recebem até dois salários mínimos. 

Nas últimas semanas, a equipe econômica e o Palácio do Planalto têm discutido quais serão as fontes que vão bancar o novo programa.

Na terça-feira (2), durante uma audiência, Guedes disse que o Renda Brasil vai consolidar 26 ou 27 programas sociais.

“Estão sendo consolidados e vão cada vez mais fundo, porque o problema não é só o assistencialismo – o conteúdo assistencialista que é necessário e tem que atender realmente os mais frágeis – mas também o trabalho de remoção de pobreza futura, que é justamente o foco na primeira infância”, disse.

De acordo com o ministro, Jair Bolsonaro achou melhor aprimorar a proposta antes. “O presidente falou que seria melhor estudar isso um pouco mais. ‘Eu estou sentindo que estou pegando dinheiro do abono salarial, que é da faixa de um a dois salários mínimos, e transferindo para os mais pobres ainda’. Eu disse: ‘Não, Presidente, nós estamos só consolidando os programas todos’. Mas nós vamos pegar também dinheiro do andar de cima, vamos pegar do andar do lado”, disse.

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Jheniffer Freitas
Jheniffer Aparecida Corrêa Freitas é formada em Jornalismo pela Universidade de Mogi das Cruzes. Atuou como assessora de imprensa da Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo e da Secretarial Estadual da Saúde de São Paulo. Há dois anos é redatora do portal FDR, onde acumula bastante experiência em produção de notícias sobre economia popular e finanças.