Para encerrar dívidas públicas, governo federal planeja privatizar até quatro de suas empresas. Nessa semana, em entrevista concedida para aFundación Internacional para la Libertad (FIL), o ministro da economia, Paulo Guedes, informou que dentro de 60 dias estará negociando a venda de estatais federais.  

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Guedes fala sobre venda de três ou quatro empresas públicas nos próximos dias (Imagem: Reprodução – Google)
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De acordo com o ministro, trata-se de uma estratégia para limpar o orçamento da União, gravemente afetado pela pandemia do novo coronavírus. 

A decisão de privatizar as empresas públicas vem sendo debatida antes mesmo do covid-19 chegar ao país. Ainda no primeiro ano de gestão, Guedes e o presidente Jair Bolsonaro, já avaliavam a possibilidade de negociar marcas como o Banco do Brasil e até mesmo a Petrobras.  

“Temos menos tempo, perdemos um ano em termos de espaço fiscal, mas ganhamos milhões de vidas. A economia continuou com os sinais vitais preservados. Então, estou dizendo que o Brasil vai surpreender o mundo de novo. No ano passado, passamos uma reforma difícil [Previdência] e vamos surpreender neste ano, porque estávamos votando as propostas”, declarou Guedes. 

Em uma transmissão ao vivo, realizada nessa quinta-feira (06), o ministro se pronunciou sobre o repasse do Banco do Brasil, afirmando está estudando as possibilidades.

Entretanto, em conversa com Bolsonaro, no dia 22 de abril por meio de uma reunião ministerial, soltou a seguinte frase: “Tem que vender essa p***** logo“.  

Questionado sobre a aceitação das propostas no Congresso, Guedes pareceu positivo, alegando que acredita que contará com o apoio dos demais representantes. Para reforçar o comprometimento e aliança política, relembrou a votação da reforma da previdência, reforçando que a atual gestão pública está a favor das mudanças.  

“Eu acho que o Congresso estará ao nosso lado. O presidente estará nos ajudando com a coordenação política“, declarou.  

Alterações no PIB 

No evento, Guedes ainda falou sobre as expectativas de crescimento para o Produto Interno Bruto (PIB) de 2021, que atualmente espera uma alta de 3% a 3,5%. 

“Não gosto de previsões. O que podemos fazer é atuar como um bom jardineiro. Só podemos cuidar do jardim e esperar que as borboletas venham. Acho que o Brasil vai voltar logo, talvez mais cedo o que muitos países avançados”.  

Maria Eduarda Andrade é mestranda em ciências da linguagem na Universidade Católica de Pernambuco e formada em Jornalismo pela mesma instituição. Enquanto pesquisadora, atua na área de políticas públicas, economia criativa e linguagens. No mercado de trabalho, já passou por veículo impresso, sendo repórter do Diario de Pernambuco, além de ter assessorado marcas nacionais como a Devassa, Heineken, Algar Telecom e o Grupo Pão de Açúcar. Atualmente, dedica-se à redação do portal FDR.