INSS investe em força tarefa para reduzir tempo de espera por benefícios

Ação de força tarefa do INSS poderá ser prorrogada para 2021. Em meio à crise do novo coronavírus, a administração do Instituto Nacional do Seguro Social está planejando um plano de ação para poder antecipar as filas das análises dos benefícios, existentes desde 2019. Para poder garantir a medida, o órgão está avaliando postergar o contrato dos militares até o próximo ano, de modo que eles permaneçam trabalhando nas agências mesmo após o fim da pandemia.  

INSS investe na força tarefa para reduzir tempo de espera por benefícios (Imagem: Reprodução - Google)
INSS investe na força tarefa para reduzir tempo de espera por benefícios (Imagem: Reprodução – Google)

De acordo com o presidente do INSS, Leonardo Rolim, a decisão de prolongar esses contratos poderá otimizar a realização dos serviços. Ele defende que, com os militares atuando nas agências, os servidores públicos especializados poderão ficar livres para a realização das análises e assim finaliza-las mais cedo.  

Questionado sobre a expectativa para o fim da atual fila, que já acumula mais de 1,4 milhões de pessoas, Rolim disse que espera minimizar tais números até o mês de outubro. 

No entanto, com a retomada das agências, pós o período de crise da pandemia, o gestor afirmou estar ciente de que uma nova remessa de solicitações virá, e por isso, defende a permanência dos civis.  

Estoque de análises do INSS

Segundo uma reportagem especial do portal Folha de São Paulo, o instituto contará com um estoque de pedidos de atualização de dados dos beneficiários, cumprimento de decisões judiciais (30% das aposentadorias rurais e do BPC são conquistados na Justiça), revisão de valores recebidos e recurso de pedidos negados.

Desse modo, foram acumulados mais de 2,5 milhões de solicitações com irregularidades que precisarão ser revistas.  

Sendo assim, enquanto os militares estiverem realizando os atendimentos presenciais, fornecendo informações sobre documentações e atualizando registros, os servidores atuarão nesses dados específicos.  

Balanço geral 

De acordo com os últimos dados liberados pelo INSS, ainda restam mais de 1 milhão de pessoas nas filas de espera, sendo que 80% não dependem mais da validação do órgão e sim do envio de documentos obrigatórios para aprovar os auxílios.  

Rolim explicou que, mesmo com a pandemia fechando as unidades presenciais, os servidores conseguiram adiantar os pedidos de análise tendo em vista que há mais gente atuando na força tarefa uma vez em que outros serviços foram paralisados.  

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Eduarda Andrade
Maria Eduarda Andrade é mestranda em ciências da linguagem na Universidade Católica de Pernambuco, formada em Jornalismo pela mesma instituição. Enquanto pesquisadora, atua na área de políticas públicas, economia criativa e linguística, com foco na Análise Crítica do Discurso. No mercado de trabalho, passou por veículo impresso, sendo repórter do Diario de Pernambuco, além de assessorar marcas nacionais como Devassa, Heineken, Algar Telecom e o Grupo Pão de Açúcar. Atualmente, dedica-se à redação do portal FDR.
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