Bolsa Família: 700 mil pessoas NÃO têm direito aos R$600; veja o motivo!

Grupo de beneficiários do Bolsa Família ficam impossibilitados de receber o auxílio emergencial. Após uma série de investigações a respeito do pagamento do coronavoucher, o Tribunal de Contas da União (TCU) chegou à conclusão de que mais de 700 mil famílias brasileiras, registradas no programa social, não receberam a ajuda do governo federal. De acordo com a investigação, esse grupo tem direito a valores maiores que os R$ 600 ofertados durante o período da crise.  

Bolsa Família: 700 mil pessoas NÃO têm direito aos R$600; veja o motivo! (Imagem: Reprodução - Google)
Bolsa Família: 700 mil pessoas NÃO têm direito aos R$600; veja o motivo! (Imagem: Reprodução – Google)

Ao fazer o anuncio, o TCU explicou que os 700 mil que estão fora da folha de pagamento do coronavoucher são pessoas com direito a depósitos ainda maiores. Sendo assim, para eles é mais vantajoso se manter dentro dos envios do Bolsa Família do que migrar para o auxílio emergencial.  

Funcionamento do Bolsa Família 

De acordo com o Ministério da Cidadania, o pagamento elevado para esse grupo do Bolsa Família ocorre apenas quando os cadastrados não possuem uma renda o suficiente para saírem da situação de extrema pobreza.

Ou seja, quem não tiver o recebimento mínimo de R$ 89 mensais, contam com incentivos do poder público para poder garantir o direito à moradia, alimentação e saúde.  

Normalmente, o programa oferta R$ 89 por mês para cada familiar. No entanto, há variações de acordo com a situação e configuração de cada lar.

No caso de crianças recém nascidas, mães lactantes, grávidas, jovens matriculados em escolas públicas, entre outros, há acréscimos que podem chegar ao valor de R$ 600 ou ficar acima dele.  

Vantagens segundo o TCU 

Ao contabilizar os dados, o TCU reforçou que quem for beneficiário do Bolsa Família e tiver uma renda maior que o valor base do auxílio deve se manter no programa social. Como justificativa, os representantes relembraram que a ajuda financeira é passageira e que não pode, por exemplo, contemplar aqueles que apresentam algum tipo de trabalho mais formal.  

Além disso, o ministro Bruno Dantas, criticou os critérios de seleção do governo federal, afirmando que o coronavoucher precisa ser repensado para apresentar uma maior eficácia. De acordo com o representante, é necessário aplicar uma readequação dessa política pública de modo que possa garantir que as pessoas com real necessidade sejam contempladas corretamente.  

 

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Eduarda Andrade
Maria Eduarda Andrade é mestra em ciências da linguagem pela Universidade Católica de Pernambuco, formada em Jornalismo na mesma instituição. Enquanto pesquisadora, atua na área de políticas públicas, economia criativa e linguística, com foco na Análise Crítica do Discurso. No mercado de trabalho, passou por veículo impresso, sendo repórter do Diario de Pernambuco, além de assessorar marcas nacionais como Devassa, Heineken, Algar Telecom e o Grupo Pão de Açúcar. Atualmente, dedica-se à redação do portal FDR, onde já acumula anos de experiência e pesquisas sobre economia popular e direitos sociais.