Após uma aparente recuperação no mês de maio, muitos investidores se perguntam se o pior já passou e se chegou a hora de volta a investir nas empresas brasileiras. Sendo assim, separei as ações mais recomendadas para comprar em junho.

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Atenção, investidor! Confira as ações mais recomendadas para comprar em junho   
Atenção, investidor! Confira as ações mais recomendadas para comprar em junho (Imagem: Reprodução Google)
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O Ibovespa, índice que mede o desempenho das principais empresas brasileiras listadas na bolsa, fechou o último mês com uma alta de 8,6%.

Os índices internacionais também começam a apresentar mais otimismo do mercado com relação à recuperação dos países afetados pela Covid-19.

O S&P500, por exemplo, subiu 4,5% em maio. O índice representa as 500 maiores ações negociadas nos EUA. Na Europa o Euro Stoxx 600 também apresentou alta de 3%.

Para saber com mais clareza se o otimismo realmente é válido, precisamos conferir um resumo dos principais acontecimentos do mercado brasileiro no último mês.

Economia brasileira em maio

Um boa notícia para quem investe em ações foi a decisão do COPOM de reduzir novamente a taxa Selic. A taxa básica de juros já está em 3% ao ano com sinalizações do Banco Central de que mais cortes vêm por aí.

Esta é uma notícia positiva pois incentiva os grandes investidores e gestores de fundos de investimento a aumentar o capital investido na bolsa.

Com mais compradores, a tendência é que os preços das ações subam de maneira geral no próximo mês.

Por outro lado, os dados do desemprego e da redução do Produto Interno Bruto (PIB) mostraram que mesmo com as medidas adotadas pelo governo, o ano de 2020 será marcado por uma forte redução no PIB.

Na área política também não tivemos notícias muitos positivas, com um mês marcado por troca de ministros e aumento da instabilidade no país.

O principal efeito desse instabilidade foi a disparada do dólar que por diversas vezes chegou perto dos R$ 6,00.

De maneira geral, o mercado de ações parece relevar a maioria das notícias de investigações e denúncia contra a família do presidente.

Assim o maior risco para a bolsa seria a confirmação de chances claras de um afastamento, neste caso o impacto acabaria sendo muito maior nas empresas e no mercado de maneira geral.

Resumindo todos esse fatores tivemos uma alta muito mais motivada pelo otimismo dos investidores do que por fatos concretos de recuperação econômica.

Uma prova disso foi uma pesquisa de mercado feita pela corretora XP que mostrou que 54% dos seus cliente pretende aumentar sua exposição na bolsa brasileira em junho.

Otimismo no curto prazo e precauções para o longo prazo

Embora o cenário geral para as empresas seja muito melhor do que últimos meses, ainda restam dúvidas de como sairemos dessa recessão no futuro.

Tudo indica um grande aumento da dívida externa brasileira para até 100% PIB até o final de 2020. Infelizmente a maioria dos cenários aponta para um aumento dos impostos ainda que não neste ano.

Com uma carga tributária maior não só no Brasil, mas também no mundo inteiro, as empresas vão precisar gerar muito mais caixa após a retomada completa da atividade econômica.

Por isso, caso os investimentos sejam focados no longo prazo, como na sua aposentadoria, o ideal é buscar pelas empresas com maior potencial de geração de caixa e que tenham maiores margens de lucro em seus negócios.

Confira as ações mais indicadas para investir em junho

Como é de costume em todos os meses, as principais corretoras do país e seus times de analistas, divulgaram quais as ações com a melhor relação risco/retorno para se investir no próximo mês.

Confira as empresas que mais apareceram nas recomendações:

B3 ( TICKER: B3SA3)

Devido ao grande otimismo dos investidores que mencionei no início mais os cortes esperados na taxa de juros, espera-se que os investimentos em ações aumentem bastante no próximo mês.

Seguido esse raciocínio a B3, junção da antiga Bovespa com a BM&F, tem muito a ganhar com cada vez mais investidores participando das negociações.

JBS (TICKER: JBSS3)

Se tratando de uma exportadora de alimentos, a empresa tende a se beneficiar da valorização do dólar antes o real.

A empresa também possui clientes em diversas partes do mundo, o que facilita na retomada das vendas conforme outras regiões se recuperem da pandemia.

VALE (TICKER:  VALE3)

A empresa já havia sido muito recomendada no último mês e já apresentou uma valorização de 13,4% em maio.

O principal motivo é a alta na procura por minério de ferro em especial na China que avança para se tornar a maior potência na atualidade.

PETROBRAS (TICKER: PETR4)

A empresa que sofreu bastante com a queda nos preços do petróleo nos últimos meses, tem grandes chances de se recuperar no curto prazo.

Com a reabertura de muitas regiões o preço do barril de petróleo parece retomar níveis mais altos, possibilitando maiores margens de lucro para a estatal.

LOJA RENNER (TICKER: LREN3)

A empresa controla várias outras marcas com grande presença digital. Com o número de compras on-line cada vez maior, a empresa tem uma alta capacidade operacional para aumentar o número de vendas.

Sandro Messa possui bacharelado em Ciências e Humanidades e Ciências Econômicas pela Universidade Federal do ABC (UFABC). No mercado de trabalho, tem passagem pelo Banco Mercantil do Brasil, como gerente de relacionamento. Atuou também como assessor de investimentos no Itaú Personnalité e na XP Investimentos. Atualmente, trabalha como Consultor Financeiro e dedica-se à redação do portal FDR.