Entenda como queda do PIB refletiu nos principais setores do país

A pandemia do novo coronavírus tem pontuado diversas ações e impactos nos cenários diversos no país, especialmente no financeiro. O mercado econômico sofre com uma projeção de rejeição em números altos. Seguindo este pensamento, o reflexo destas medidas é o impacto direto no PIB, o Produto Interno Bruto. Já no primeiro trimestre do ano de 2020, com exceção do agronegócio, todos os grandes setores tiveram retração no período.

Entenda como queda do PIB refletiu nos principais setores do país (Reprodução/Internet)
Entenda como queda do PIB refletiu nos principais setores do país (Reprodução/Internet)

As informações foram compartilhadas através do estudo levantado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e divulgado nesta sexta (29). O impacto maior foi nos setores de prestação de serviços e indústria extrativa.

Segundo especialistas ouvidos pela reportagem do G1, mesmo com uma possível reabertura do comércio e industrias no segundo semestre, as retrações não serão facilmente desfeitas, pois impactos devem continuar além de 2020.

No comércio, apenas os supermercados e farmácias não tiveram um grande impacto, pois sendo consideradas atividades essenciais, permaneceram aberta mesmo durante os períodos de restrição mais rígidos em diversas cidades.

Um aumento de vendas foi observado os hipermercados, supermercados, produtos alimentícios e bebidas (14,6%) e lojas de artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (1,3%). Já as quedas forma drásticas nestes setores:

  • Vendas de tecidos, vestuário e calçados (-42,2%)
  • Veículos (-36,4%)
  • Livros, jornais, revistas e papelaria (-36,1%)
  • Outros artigos de uso pessoal e doméstico (-27,4%)
  • Móveis e eletrodomésticos (-25,9%)

Não só o comércio sofreu com a crise, as atividades ligadas aos serviços que prestam suporte às famílias brasileiras, responsável por 70% do PIB mostrou queda de 1,6% no primeiro trimestre. Restaurantes, hotéis, academias, salões de beleza e afins tiveram queda no faturamento.

Industrias fecharam o mês de março deste ano com queda 9,1% em relação a fevereiro. O balanço representa o pior resultado no mês desde 2002, segundo o IBGE. Das 26 atividades industriais, 23 sofreram queda.

São os diversos pontos que acabam impactando o PIB do país, além dos setores ligados ao comércio, atividades comuns às famílias e industrias, o desemprego e a falta de renda faz com que a economia não gire e o mercado por um todo pare.

Todos esses pontos refletem de forma negativa no PIB brasileiro. Mas vale destacar que o agronegócio do país, mesmo durante a pandemia conquistou grandes feitos, inclusive um crescimento – por ser considerado um setor muito estável.

Dados são mais ligados ao crescimento na agropecuária básica, aquela familiar, não as de grandes industrias. Para o setor como um todo, esperava-se uma alta no primeiro trimestre de 2020.

Mesmo com pandemia e crise, o crescimento aconteceu em de 0,6%. O Sistema de Expectativas Focus, do Banco Central, dava conta de um aumento de 3% no PIB do Agronegócio para o período.

Já os demais setores devem ter uma longa caminhada na recuperação, como pontua especialistas econômicos no país. Os efeitos da crise e paralisação provocada pela necessidade do isolamento social terá grandes capítulos, incluindo a queda brusca no PIB por alguns meses.

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