Em meio a pandemia do novo coronavírus, o impacto nas contas de diversos brasileiros está sendo observada, com uma redução de gastos e uma economia menos ativa, alguns movimentos são esperados. Entre as ações pontuadas, estão a queda da cobrança do juros do cheque especial. Considerada uma das mais caras taxas do mercado, o Banco Central divulgou nesta semana que o valor cobrado caiu no mês de abril.

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BC divulga queda na cobrança de juros do cheque especial (Reprodução/Internet)
BC divulga queda na cobrança de juros do cheque especial (Reprodução/Internet)
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A movimentação foi expressiva quando observado o mercado nos últimos meses. Com as alterações, a taxa do cheque especial estava no mês de abril marcando 6,8% ao mês. Nos últimos meses, a taxa estava em 7,2%.

Vale lembrar que o Banco Central limitou a taxa de cobrança de juros a 8% no início do ano, fazendo assim que os bancos não ofereçam números exorbitantes na hora de taxar os clientes.

Quando observamos o valor da queda do mês de abril em relação ao ano, pontuamos uma redução e 119,3%, uma queda de 11,2 pontos percentuais em comparação com março, que registrou juros de 130,5%.

Ainda nas reduções repassadas à população está também sendo implementada em outras taxas, como a dos juros anuais referente as parcelas do cartão de crédito na modalidade rotativa, quando não se paga o valor total da fatura.
Neste meio, a queda foi de 13,7% em abril. Em março a taxa era de 327,1%, já em abril ficou apresentada em 313,4% no último mês. Por fim, observando a taxa mensal, a redução significa um percentual de 0,3%.

Especialistas ainda estão tentando entender esta movimentação dada pelas instituições financeiras, se são de fato uma ação que deve ficar ou é só um reflexo mediante ao cenário econômico atual de crise que o país enfrenta.

Os cortes, por sua vez, são considerados seguros, pois por possuírem um valor alto, os bancos podem realizar esta mudança e ainda conseguirem estabelecer uma segurança nas contas.

Novidades podem ser observadas para estas duas modalidades, tanto a do crédito rotativo quando os juros do cheque especial. No Senado Federal está em pauta a proposta que coloca um teto de juros de 30% nestes pontos, mas ainda não foi aprovada.