O dia de ontem (21) foi de otimismo para o mercado financeiro, principalmente depois das declarações do presidente Jair Bolsonaro. Depois de anunciar que pretende vetar os reajustes de servidores públicos, o dólar comercial fechou sendo negociado no valor de R$5,58, ou seja, uma queda de 1,87%.

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Dólar tem mais uma QUEDA após pronunciamento de Bolsonaro
Dólar tem mais uma QUEDA após pronunciamento de Bolsonaro (Imagem: FDR)
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Este foi o segundo dia consecutivo que a moeda americana apresentou queda, e trata-se da sua menor cotação frente ao real, desde o dia 4 de maio, quando encerrou a R$5,52.

Na manhã desta sexta-feira (22), a moeda americana operava em R$5,62. Embora tenha subido, o valor ainda é mediano. Considerando que na semana anterior o dólar chegou a ultrapassar R$5,90.

Na B3, o Ibovespa, que é o principal índice do mercado de ações brasileiro, subiu cerca de 2,10% aos 83.027 ponto, indo em contramão as bolsas do exterior.

Essa pontuação de 83 mil não era atingida desde o dia 30 de abril, quando o índice fechou aos 80.505 pontos. 

Os investidores repercutiram as declarações do presidente do Brasil, que em uma conversa com os governadores recebeu apoio ao veto do reajuste do salário de servidores públicos. 

Além disso, Jair Bolsonaro se comprometeu em aprovar a ajuda financeira aos estados de forma rápida. 

O presidente da corretora BGC Liquidez no Brasil, Erminio Lucci, disse que “O encontro foi muito simbólico no sentido de sinalizar redução de ruídos políticos, esforço pata aruar de forma conjunta frente aos problemas”.

De acordo analistas, o fator político, principalmente os desentendimentos que acontecem entre os governos federais e os governadores sobre as medidas de contenção da pandemia, vinha pesando sobre a bolsa do país nas últimas semanas.

Agora com uma trégua entre o presidente e os governadores, o mercado entendeu que começa a haver alinhamento, segundo um corretor que não quis se identificar.

O banco Goldman Sachs está fazendo a recomendação para os investidores comprarem ações brasileiras. 

Segundo o banco, se as ações se desvalorizarem em mais de 48%, se beneficiarão do crescente apetite por ativos de risco e da recuperação dos preços das commodities durante o segundo semestre de 2020, escreveram em relatório a clientes os estrategistas do banco, liderados por Kamakshya Trivedi.

Jheniffer Aparecida Corrêa Freitas é formada em Jornalismo pela Universidade de Mogi das Cruzes. Atuou como assessora de imprensa da Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo e da Secretarial Estadual da Saúde de São Paulo. Atualmente, é redatora do portal FDR, produzindo pautas sobre economia popular e finanças.