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Mesmo com um recorde de 11 mil mortos em todo o território nacional, presidente república publica um decreto aumentando a lista de serviços essenciais. Nessa segunda-feira (11), o chefe de estado, Jair Bolsonaro, utilizou seu perfil no twitter para informar que estabelecimentos associados a atividades de beleza e esportes poderão quebrar a regra do isolamento social. Conforme recomendações da Organização Mundial de Saúde, apenas espaços como hospitais, supermercados e farmácias deveriam manter as portas abertas.  

Bolsonaro confirma atualização na lista de serviços essenciais na pandemia (Imagem: Reprodução - Google)
Bolsonaro confirma atualização na lista de serviços essenciais na pandemia (Imagem: Reprodução – Google)
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Segundo Bolsonaro, salões de beleza academias esportivas devem ser consideradas práticas essenciais, por isso precisam ser mantidas mesmo no período da quarentena.

No último domingo (10), ao deixar o Palácio da Alvorada, o gestor já tinha se pronunciado a respeito, dizendo que iria ampliar o rol de atividades durante a pandemia.  

“Amanhã (segunda-feira, 11) devo botar mais algumas profissões como essenciais. Vou abrir, já que eles não querem abrir, a gente vai abrindo aí”, afirmou Bolsonaro aos apoiadores.  

Essa não foi a primeira mudança feita por ele. Na última quinta-feira (7), o parlamentar incluiu no decreto que as atividades industriais e a construção civil também são essenciais e deverão ser mantidas.  

Oposição ao isolamento social  

É válido ressaltar que, o presidente vem se mostrando contra a determinação do isolamento social. Na última semana, ele esteve no Supremo Tribunal Federal (STF), ao lado de alguns ministros, para solicitar que as medidas restritivas nos estados fossem amenizadas.  

Além disso, em seus pronunciamentos oficiais, compartilhado pelas emissoras de TV, Bolsonaro também defende a necessidade de retomada do comércio, sob a justificativa de que o PIB do país precisa ser mantido.  

Outro momento em que se pode perceber sua posição contra as determinações da OMS, foi em meio as suas participações em carreatas e atos políticos ao seu favor, consideradas uma forma de aglomeração.

Por diversas vezes o gestor vem afirmando que o isolamento e a quarentena são um alarde midiático, e pede para que as pessoas voltem as ruas.  

Serviços essenciais durante o coronavírus

O Covid-19 é a maior pandemia da década e já matou milhares de pessoas ao redor do mundo. O primeiro país afetado foi a China, que registrou mais de 4 mil mortes. A Itália, também foi afetada e levou 30 mil pessoas a óbito. Já na Espanha, até o momento, foram contabilizadas mais de 26 mil vítimas fatais.  

Em todas as regiões, a principal medida de contenção da proliferação foi o isolamento social, mantendo abertos apenas os serviços essenciais.

Muitas cidades adotaram a paralisação total, conhecida como lockdown, na qual determina a proibição da população nas ruas. Incluindo aplicação de multa para que desobedecer a ordem. 

Antes do decreto publicado pelo presidente, eram considerados serviços essenciais na quarentena: farmácias, supermercados, hospitais público e privados, pronto atendimento e restaurantes apenas no sistema delivery, isto é, proibindo a população de se alimentar no local.

Para se ter uma ideia sobre a importância do isolamento social defendida pela OMS, pode-se citar a Nova Zelândia. No país, a quarentena resultou em 1.147 pessoas infectadas, tendo 21 mortes e 1.398 recuperados. Nos próximos dias, escolas, bares e cinemas devem reabrir suas portas.

Para conquistar estes números, desde o dia 25 de março foi decretado isolamento máximo na região, obrigando toda a população a ficar em casa. O sistema é um dos mais rígidos do mundo, mas mostra efeitos positivos.

Maria Eduarda Andrade é mestranda em ciências da linguagem na Universidade Católica de Pernambuco e formada em Jornalismo pela mesma instituição. Enquanto pesquisadora, atua na área de políticas públicas, economia criativa e linguagens. No mercado de trabalho, já passou por veículo impresso, sendo repórter do Diario de Pernambuco, além de ter assessorado marcas nacionais como a Devassa, Heineken, Algar Telecom e o Grupo Pão de Açúcar. Atualmente, dedica-se à redação do portal FDR.