Turismo recebe incentivo de R$5 bilhões para enfrentar crise

Mercado do turismo contará com auxílio do governo federal para poder enfrentar a crise ocasionada pelo coronavírus. Considerado um dos setores mais afetados pela pandemia, as pequenas e médias empresas que trabalham com pacotes de viagens receberão um investimento de R$ 5 bilhões. O anuncio foi feito na última sexta-feira (8), por meio de uma publicação no Diário Oficial da União, onde o poder público oficializou o financiamento.  

Turismo recebe incentivo de R$5 bilhões para enfrentar crise (Imagem: Reprodução - Google)
Turismo recebe incentivo de R$5 bilhões para enfrentar crise (Imagem: Reprodução – Google)

A liberação ocorrerá por meio das instituições financeiras, que passarão a ofertar linhas de créditos especiais para esse setor. De acordo com a medida, as marcas poderão solicitar até R$ 30 milhões em empréstimos, com carência de até 12 meses para começar a efetuar os pagamentos.  

“Nós sabemos que o turismo brasileiro é realizado, na proporcionalidade, em 80% por micro, pequenas e médias empresas. O valor poderá ser utilizado ou para capital de giro ou para compra de equipamentos ou para reformas. Então, é um recurso que, sendo acessado pelas empresas, será de livre utilização”, disse Marcelo Álvaro Antônio, ministro de turismo.  

Ao todo, 17 bancos estarão atuando com esse serviço, entre eles a Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil.

No que diz respeito as taxas de juros, Álvaro afirmou que os valores ainda deverão ser divulgados, mas que estarão abaixo das cobranças do mercado, de modo que torne a contratação do empréstimo viável.  

“O Ministério do Turismo, através do Fungetur, entra no compartilhamento do risco [do crédito] de até 25% com as instituições financeiras, exatamente para flexibilizar a exigência de garantia, para que não seja tão exacerbada como tem sido nos créditos normais”, acrescentou. 

Por fim, questionado sobre os valores e possibilidades de aumento do fundo de investimento, o gestor disse que o governo não descarta a possibilidade e que tudo vai depender de como o mercado irá reagir pós pandemia.  

“Vai haver uma avaliação de crédito. Mas deixo aqui um exemplo importante: uma possibilidade de até R$ 200 mil, de esse crédito ser fidejussório, ou seja, com apenas o aval dos sócios da empresa”, concluiu.  

De acordo com a publicação, 80% dos recursos serão destinados para micro, pequenas e médias e empresas e os outros 20% serão disponibilizados para as grandes marcas. 

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Eduarda Andrade
Maria Eduarda Andrade é mestranda em ciências da linguagem na Universidade Católica de Pernambuco, formada em Jornalismo pela mesma instituição. Enquanto pesquisadora, atua na área de políticas públicas, economia criativa e linguística, com foco na Análise Crítica do Discurso. No mercado de trabalho, passou por veículo impresso, sendo repórter do Diario de Pernambuco, além de assessorar marcas nacionais como Devassa, Heineken, Algar Telecom e o Grupo Pão de Açúcar. Atualmente, dedica-se à redação do portal FDR.
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