Denúncia: valor do álcool em gel e máscaras sobem mais de 500%

Proliferação do coronavírus faz com que o preço do álcool em gel e máscaras suba até 500%. Nessa semana, o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cadeabriu um processo para investigar o valor de venda de produtos hospitalares. De acordo com a instituição, com o crescimento do número de casos do covid-19, diversas marcas estão se aproveitando para encarecer a taxação de medicamentos e equipamentos de segurança.  

Denúncia: valor do álcool em gel e máscaras sobem mais de 500% (Imagem: Reprodução - Google)
Denúncia: valor do álcool em gel e máscaras sobem mais de 500% (Imagem: Reprodução – Google)

Segundo informações concedidas pelo Ministério Público Federal, diversos fornecedores e distribuidores tiveram suas atividades paralisadas ao serem pegos realizando vendas inflacionadas. Entre os produtos mais procurados, estão o álcool em gel e as máscaras. 

Em muitas farmácias, lojas especializadas em saúde e demais pontos de vendas, a procura foi tão grande que acabou por zerar os estoques. Isso tem feito com que muitos proprietários acabem comprando a preços mais elevados pelos fornecedores, e acabem acrescentando novos valores para poder repassar aos seus clientes. 

Apuração da Cade 

Até esse momento, conforme afirmam as investigações da Cade, as multas já aplicadas pelos aumentos contabilizam um total de R$ 2 bilhões. O valor por empresário varia de acordo com a quantidade de produto revendido e com as cobranças aplicados no mesmo.  

No que diz respeito às revendas para os órgãos públicos, a instituição afirma que também está monitorando os valores dos contratos e que, caso seja inflacionado, pode resultar no desligamento da empresa e afastamento dos sócios.  

Denuncie os preços abusivos do álcool em gel e outros 

Cade reforça que, aqueles que virem algum preço de revenda acima do mercado, entre em contato com o Procon e denuncie.

De acordo com o superintendente-geral, Alexandre Cordeiro Macedo, sua equipe está trabalhando para tentar minimizar os efeitos da pandemia. Ele explica que se trata de um momento de crise na saúde pública e que a revenda irregular pode ser considerada uma espécie de atentado.  

“Tendo em vista a situação de elevada demanda por produtos médicos-farmacêuticos em decorrência da necessidade cuidados emergenciais motivados pelo aumento de casos relacionados ao Covid-19, empresas do setor de saúde podem estar aumentando os preços e lucros de forma arbitrária e abusiva, sendo necessário, por parte do Cade, zelar para que tais abusos, se efetivamente verificados, sejam punidos”.  

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Eduarda Andrade
Maria Eduarda Andrade é mestra em ciências da linguagem pela Universidade Católica de Pernambuco, formada em Jornalismo na mesma instituição. Enquanto pesquisadora, atua na área de políticas públicas, economia criativa e linguística, com foco na Análise Crítica do Discurso. No mercado de trabalho, passou por veículo impresso, sendo repórter do Diario de Pernambuco, além de assessorar marcas nacionais como Devassa, Heineken, Algar Telecom e o Grupo Pão de Açúcar. Atualmente, dedica-se à redação do portal FDR, onde já acumula anos de experiência e pesquisas sobre economia popular e direitos sociais.