Após rumores sobre saída de Guedes, Bolsonaro se posiciona sobre administração da economia

Depois da saída do ex-ministro da Justiça, Sergio Moro, os indícios que a equipe dos sonhos de Jair Bolsonaro estava por um triz surgiram, e com ela as questões ligadas a permanência do ministro da economia Paulo Guedes.

Após rumores sobre saída de Guedes, Bolsonaro se posiciona sobre administração da economia (Reprodução/Internet)
Após rumores sobre saída de Guedes, Bolsonaro se posiciona sobre administração da economia (Reprodução/Internet)

Nesta segunda-feira (27), buscando trazer mais uma visão de união com as pastas de seu governo, presidente deixou o Palácio da Alvorada com os seus ministros, inclusive o da economia. Bolsonaro ainda destacou que Paulo Guedes é o responsável por tomar as medidas referentes à economia.

Isto porque, o presidente afirmou que Guedes rejeitou a edição de planos nacionais de desenvolvimento, como se fazia no passado. Em entrevista, foi enfático ao responder:

“O homem que decide economia no Brasil é um só, e chama-se Paulo Guedes”.

A reunião aconteceu logo depois do ministro da economia ficar incomodado com a divulgação do plano Pró-Brasil, que visa prever os gastos do governo com obras de infraestrutura para controlar os efeitos negativos da pandemia, e a elaboração não teve a participação de Guedes.

Durante a coletiva o ministro destaca: “o Programa Pró-Brasil, na verdade, são estudos”. Ele ainda garantiu que as ações devem ser feitas dentro do programa de recuperação da estabilidade fiscal do país.

Ele também rejeitou a edição de planos nacionais de desenvolvimento e defendeu a necessidade de reformas estruturantes e a responsabilidade fiscal. Esta postura já tinha sido observada anteriormente pelo ministro.

Guedes destacou que no que se diz respeito do teto de gastos com a pandemia, os recursos para a saúde estarão garantidos. Mesmo se faltasse, o teto, aprovado pelo Congresso durante o governo do ex-presidente Michel Temer, “até poderia ser suspenso, mas não é caso”.

Nesta semana também deverá ser enviada ao Congresso a proposta de suspensão de reajustes de salários para servidores públicos por um ano e meio. A medida é uma contrapartida dada pelo governo ao oferecer a estados e municípios um plano emergencial de verba para minimizar os efeitos da crise.

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