Ministro Onyx justifica porque conceder auxílio de R$600 sem CPF pode ser perigoso

Obrigatoriedade do CPF regular vira ponto de tensão no governo federal. Nessa quinta-feira (16), o ministro da Cidadania, Onyx Lorenzoni, se posicionou contra à medida que suspende a solicitação da comprovação do documento para quem desejar ter acesso ao auxílio de R$ 600. De acordo com ele, trata-se de uma ação de segurança que terá como finalidade reduzir a possibilidade de fraudes no programa.

Ministro Onyx justifica porquê conceder auxílio de R$600 sem CPF pode ser perigoso (Imagem: Reprodução - Google)
Ministro Onyx justifica porquê conceder auxílio de R$600 sem CPF pode ser perigoso (Imagem: Reprodução – Google)

Em entrevista, Onyx alegou sua insatisfação com o governo do Pará, responsável por solicitar ao poder judicial que a obrigatoriedade do CPF regular fosse suspensa.

O pedido foi aprovado na última quinta-feira (16) e desde então, segundo o ministro da cidadania, mais de 577 mil pessoas estão fraudando o sistema.

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De acordo com ele, a maioria dos casos acontecem dentro das prisões e penitenciárias. O ministro afirmou que, 76 mil detentos brasileiros tentaram receber o auxílio emergencial de R$ 600 nas últimas 48 horas, fraudando as regras impostas para o funcionamento do benefício.

“O auxílio não é para bandido nem para presidiário. Os R$ 600 são para trabalhadores, pessoas de bem, vulneráveis, para pessoas que precisam ser protegidas”, declarou, durante coletiva de imprensa do Palácio do Planalto.

Levantamento de dados do auxílio de R$600

Onyx explicou que, no país há mais de 690 mil presos, e destes, 577 mil estão com o CPF de forma irregular. Até o momento, foram encontradas 76 mil tentativas de recebimento do auxílio e o número deverá subir, caso a fiscalização do CPF não volte a acontecer. Defendeu.

Quanto aos cadastros tentados, o ministro afirmou que todos foram barrados, ao serem identificados pelo sistema carcerário.

Para isso, o governo vem utilizando de um cruzamento de dados de modo que identifique informes de renda, endereço e demais dados presentes nas plataformas públicas.

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Com a finalidade de revogar a decisão, Onyx enviou um pedido a Advocacia Geral da União solicitando uma revisão no processo.

“Temos a notícia da questão de um juiz que quer cancelar a exigência de que exista o CPF para nós fazermos a seleção das pessoas elegíveis. Se o CPF for cancelado, tem 577 mil presidiários que poderão organizar nos presídios usinas de fraude”, argumentou o ministro.

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Eduarda Andrade
Maria Eduarda Andrade é mestranda em ciências da linguagem na Universidade Católica de Pernambuco, formada em Jornalismo pela mesma instituição. Enquanto pesquisadora, atua na área de políticas públicas, economia criativa e linguística, com foco na Análise Crítica do Discurso. No mercado de trabalho, passou por veículo impresso, sendo repórter do Diario de Pernambuco, além de assessorar marcas nacionais como Devassa, Heineken, Algar Telecom e o Grupo Pão de Açúcar. Atualmente, dedica-se à redação do portal FDR.
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