Nubank sofre pressão e clientes pedem por mudanças na fatura

Mediante ao cenário de crise econômica e instabilidade no mercado, marcas como o Nubank começam a sofrer uma série de críticas e precisam repensar seu posicionamento. Nos últimos dias, a fintech foi alvo de reclamações, nas redes sociais dos clientes que solicitavam a prorrogação no pagamento de suas faturas e cancelamento das taxas de juros. Atentos ao cenário, sua assessoria de comunicação vem emitindo respostas, mas estas não parecem o suficiente.

Nubank sofre pressão e clientes pedem por mudanças na fatura (Imagem: Reprodução - Google)
Nubank sofre pressão e clientes pedem por mudanças na fatura (Imagem: Reprodução – Google)

Entre os pedidos mais solicitados, os titulares do cartão roxinho pedem que as taxas de juros fiquem suspensas durante o tempo da pandemia. Além disso, afirmam a necessidade de otimização no serviço de parcelamento e também de prorrogação nas datas de vencimento.

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Queixas nas redes

Técnica de enfermagem, Stephanie Morais, de Montes Claros (MG), usou seu instagram para relembrar que nos tempos de pandemia é preciso que a marca pense nos trabalhadores que estão sem salário.

“Por gentileza nos ajude como todas as empresas financeiras estão fazendo. Parcelamento de faturas sem juros já seria uma grande atitude”, escreveu.

Em resposta, o Nubank informou que sua equipe está reavaliando as possibilidades, mas que encontrar uma solução única para todos os clientes não será uma alternativa fácil.

Já adotamos taxas de juros reduzidas e prorrogação de vencimentos que beneficiaram milhares de clientes. Porém, entendemos que não há uma solução única para todos os casos”.

Avaliações individuais do Nubank

No lugar de prorrogar os prazos, a marca informou que estará analisando a situação de cada usuário, de modo que consiga atender as necessidades individuais dos mesmos.

“Precisamos avaliar a situação específica para ver qual é a melhor opção que podemos oferecer a cada cliente. As soluções podem variar se o consumidor tem um empréstimo pessoal ou apenas a fatura do cartão de crédito, se ele está com dificuldade para pagar a fatura em uma lotérica ou se a sua renda foi comprometida”.

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Por enquanto, a fintech anunciou uma parceria com empresas como o Rappi e iFood, gerando um fundo de R$ 20 milhões. Na compra de produtos pelas marcas, o Nubank fica responsável por assumir o valor dos pagamentos, incentivando a compra para os pequenos produtores e movimentação das plataformas.

“Desde que foi lançado, o movimento Pessoas Primeiro ajudou milhares de clientes por meio dos parceiros anunciados, disponibilizando alimentos, produtos de limpeza e higiene, além de tele-atendimento médico e psicológico”, disse em nota.

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Eduarda Andrade
Maria Eduarda Andrade é mestranda em ciências da linguagem na Universidade Católica de Pernambuco, formada em Jornalismo pela mesma instituição. Enquanto pesquisadora, atua na área de políticas públicas, economia criativa e linguística, com foco na Análise Crítica do Discurso. No mercado de trabalho, passou por veículo impresso, sendo repórter do Diario de Pernambuco, além de assessorar marcas nacionais como Devassa, Heineken, Algar Telecom e o Grupo Pão de Açúcar. Atualmente, dedica-se à redação do portal FDR.
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