Juros baixos: esta é a hora de financiar a casa própria?

As taxas de juros já estão no nível mais baixo, isso pode significar um financiamento mais barato. Saiba como é possível aproveitar esse movimento para pagar menos na casa própria.

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Juros baixos: esta é a hora de financiar a casa própria?
Juros baixos: esta é a hora de financiar a casa própria?
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A Selic, taxa básica da economia, já está em seu nível mais baixo. Com juros menores o custo para financiar é menor, porém cada banco pode repassar esse corte de maneiras diferentes.

O Banco Central (BACEN) é quem define o patamar das taxas de juros no Brasil. É ele quem decide a meta de Selic, essa decisão atinge aos pouco as outras taxas como uma cascata.

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Com a crescente queda na Selic, alguns bancos demoram um pouco mais para diminuir as taxas de financiamento. Geralmente quem inicia esse movimento é a Caixa e os bancos públicos como o Banco do Brasil.

Na última reunião do Comitê de Política Monetária (COPOM), foi decidido um corte de 0,50% na Selic, que foi de 4,25% para 3,75% ao ano.

Isso não significa uma queda automática nas taxas de financiamento, mas abre uma margem para os bancos diminuírem os juros cobrados em todos os tipos de crédito.

Juros menores com Selic em queda

A boa notícia é que as taxas de financiamento imobiliário são as que primeiro vão sentir o efeito da Selic. Quem está pensando em começar um financiamento deve se atentar às próximas reduções que devem começar pela Caixa.

Os juros mais baixos vão afetar diretamente os financiamentos atrelados à TR. Por isso é importante confirmar as taxas que o banco considera no financiamento.

Se o financiamento for atrelado à inflação, pode ser IPCA ou IGP-M, essa queda nas taxas pode demorar mais para ser sentido.

Principalmente em prazos mais longos é preciso tomar mais cuidado, pois em alguns anos é possível que a inflação volte a subir e acrescente mais riscos ao seu financiamento.

De maneira resumida, os juros mais baixos vão sim diminuir os juros para o financiamento. Principalmente nos contratos atrelados à TR e via bancos públicos.

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Por outro lado é preciso levar em conta os riscos do cenário atual de crise. Mesmo com os juros mais baixos, quem está pensando em financiar deve colocar alguns pontos na balança.

Cenário de oportunidade ou de cautela?

A primeira questão para ser analisada é a finalidade do imóvel. Com juros mais baixos, essa pode ser uma boa alternativa para quem planeja sair do aluguel, mas pode ser um investimento arriscado para quem quer alugar.

Como ainda é muito cedo para saber o total impacto da crise do coronavírus nos empregos e na economia de maneira geral, pode ser arriscado assumir um compromisso de longo prazo.

Dependendo do setor em que trabalhe, o consumidor precisa se perguntar como a sua empresa vai lidar com esse período.

Setores mais afetados pela crise como turismo, shopping etc, podem diminuir salários nos próximos meses e até diminuir o quadro de funcionários.

Para quem tem uma maior estabilidade no emprego pode aproveitar o cenário para conseguir um imóvel mais barato e com juros menores.

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É uma grande oportunidade para quem vai conseguir gastar menos no financiamento do que no aluguel. Pode ser uma maneira de diminuir custos e ainda realizar o sonho da casa própria.

Já quem tem ainda não tem a certeza da renda nos próximos meses, o ideal é aguardar um pouco mais para assumir uma obrigação financeira deste tamanho.

Alugar também pode ficar mais difícil nos próximos meses, tanto pela crise atual quanto pela própria queda nos juros, por isso talvez não seja o momento ideal para iniciar um investimento imobiliário.

A queda nas taxas de financiamento é uma boa oportunidade para quem deseja sair do aluguel para um financiamento, principalmente para quem tem uma estabilidade no emprego e vai conseguir pagar menos. Mas deve ser tratada com cautela para quem ainda não tem certeza no atual emprego ou quem deseja alugar o novo imóvel.

Sandro MessaSandro Messa
Sandro Messa possui bacharelado em Ciências e Humanidades e Ciências Econômicas pela Universidade Federal do ABC (UFABC). No mercado de trabalho, tem passagem pelo Banco Mercantil do Brasil, como gerente de relacionamento. Atuou também como assessor de investimentos no Itaú Personnalité e na XP Investimentos. Atualmente, trabalha como Consultor Financeiro e dedica-se à redação do portal FDR.