Sesc e Senac ficam sujeitos a centenas de demissões, graças a medida de contenção econômica ocasionada pelo Covid-19. Logo após o governo federal anunciar que irá realizar um corte de 50% nas verbas destinadas ao Sistema S, a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) emitiu uma nota informando que a decisão irá ocasionar no fechamento de 256 unidades dos serviços.

Sesc e Senac vão fechar 256 escolas com corte de verba do sistema S (Imagem: Reprodução - Google)
Sesc e Senac vão fechar 256 escolas com corte de verbas do sistema S (Imagem: Reprodução – Google)
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Segundo o texto, o corte representa um total de R$ 2 bilhões utilizados para manter o funcionamento dos centros de atividades, e quitar os salários dos servidores . Caso a medida mantenha-se de pé, a confederação informou que será preciso demitir cerca de 10 mil funcionários entre o Sesc e Senac.

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Entre os estados mais afetados, estarão: Rio de Janeiro (34), Pernambuco (29), Santa Catarina (28), Rio Grande do Norte (18), Goiás (17), Piauí (16), Paraná (16), Amazonas (15), Minas Gerais (14) e Acre (13).

Ao todo, conforme os dados da própria CNC, seriam encerradas as atividades de 144 unidades do Sesc, resultando no desligamento de 6.670 funcionários. Já no Senac, a conta é de 121 escolas encerradas, demitindo 3.540 colaboradores.

Pedido de revogação

Mediante a situação, a confederação enviou um documento, para os governadores de todo o país, solicitando um pedido de ajuda para reavaliar os cortes.

Para defender o pedido, a CNC informou que, caso as atividades sejam paralisadas, os municípios terão cerca de 36 milhões de atendimentos, a grande maioria ofertado para comunidades carentes, encerrados.

Já como proposta ao governo, a CNC enviou para o presidente, Jair Bolsonaro, a sugestão de implementação de um plano de combate ao covid-19. A ideia é que sejam investidos R$ 1 bilhão para garantir o funcionamento dos serviços.

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O mesmo texto foi encaminhado também para os ministros Paulo Guedes (Economia) e Luiz Mandetta (Saúde), e aos presidentes da Câmara, Rodrigo Maia, e do Senado, David Alcolumbre.

Entre as resoluções levantadas pela confederação, sugere-se a ampliação e interiorização das atividades ligadas à área de saúde, como por exemplo: vacinação, coleta de sangue, ações gerais de prevenção, distribuição de alimentos e de respiradores e outros equipamentos necessários para o tratamento de infectados.

COMENTÁRIOS

Maria Eduarda Andrade, mestranda em ciências da linguagem na Universidade Católica de Pernambuco, formada em Jornalismo pela mesma instituição. Enquanto pesquisadora, atua na área de políticas públicas, economia criativa e linguagens. No mercado de trabalho, já passou por veículo impresso, sendo repórter do Diario de Pernambuco, além de ter assessorado marcas nacionais como a Devassa, Heineken, Algar Telecom e o Grupo Pão de Açúcar. Atualmente, dedica-se à redação do portal FDR.