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Nesta terça-feira (24), o Itaú Unibanco suspendeu por tempo indeterminado todas as demissões sem justa causa de seus funcionários. Os colaboradores devem receber o 13° integral de forma antecipada, com o pagamento sendo realizado até o dia 27 de abril, junto com o salário mensal. Isso tudo por conta da pandemia do coronavírus no país. 

Itaú cancela demissões e adianta 13° salário dos seus funcionários
Itaú cancela demissões e adianta 13° salário dos seus funcionários (Imagem: Reprodução/Google)
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Em nota, o Itaú afirmou que as medidas estão sendo somadas com outras que já haviam sido adotadas pelo banco nas últimas semanas.

Essas decisões são, entre outras, a prática do home office nas áreas em que se é possível, a substituição de reuniões presenciais por videoconferências e o afastamento de grávidas, pessoas com mais de 60 anos e colaboradores que estejam em um dos grupos de risco.

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“Nas agências e em outras áreas em que as atividades não podem ser realizadas remotamente, foram adotadas iniciativas adicionais para proteger clientes e colaboradores, como redução da equipe do banco nas unidades por meio de revezamento, limitação do número de clientes dentro das agências e novos protocolos de higiene”, destacou em nota.

Além disso, o banco pede que os clientes deem preferência para a realização de atendimentos feitos por telefone ou online.

Já os aposentados e pensionistas terão acesso às agências uma hora antes do público geral, podendo realizar suas transações das 9h às 10h. As agências iniciam o atendimento aos demais clientes às 10h e encerrarão as operações às 14h. 

A suspensão foi anunciada após a MP do governo ser revogada pelo presidente Jair Bolsonaro, a medida permitia a suspensão de contratos de trabalho por quatro meses, sem pagamento de salários.

O presidente deixou apenas as partes que preveem férias coletivas, suspensão do pagamento do FGTS por três meses e acordo sobre os salários.

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Alguns de seus concorrentes também tomaram medidas com relação a isso, o Santander também anunciou que suspenderá demissões durante a crise do coronavírus, a não ser em casos de justa causa ou de violações ao código de ética do banco.

COMENTÁRIOS

Jheniffer Aparecida Corrêa Freitas é formada em Jornalismo pela Universidade de Mogi das Cruzes. Atuou como assessora de imprensa da Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo e da Secretarial Estadual da Saúde de São Paulo. Atualmente, é redatora do portal FDR, produzindo pautas sobre economia popular e finanças.