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Em mais uma modalidade com o novo saque do FGTS, o governo avalia dar prioridade para os trabalhadores que tiveram jornada e salários reduzidos. A medida ainda é discutida como forma adicional de conter os avanços da perda de renda que esses brasileiros terão por conta da desaceleração econômica causada pelo coronavírus. 

Novo saque do FGTS mira trabalhador com corte no salário durante crise
Novo saque do FGTS mira trabalhador com corte no salário durante crise (Imagem:Montagem/FDR)
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Na última semana, a equipe econômica anunciou que vai permitir que as empresas e os trabalhadores façam a negociação de redução de até 50% na jornada e no salário. Essa medida foi anunciada pelo governo como uma forma de evitar que as companhias sejam afetadas e precisem dispensar o seus funcionários.

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A compensação paga pelo governo, vai cobrir apenas uma parcela da perda da renda. O benefício será válido para os trabalhadores que recebem até dois salários mínimos, ou seja, R$2.090 e equivalerá a 25% do seguro desemprego devido, sendo assim, o auxílio será de R$261,25 e R$381,22. 

De acordo com o que o Estadão apurou, a ideia é que o novo saldo seja utilizado como amortecedor dos efeitos causados pelos efeitos da crise. 

Os técnicos estão fazendo os cálculos sobre qual o valor ideal para o novo saque do FGTS levando em conta a necessidade de sustentabilidade do fundo. Os recursos depositados servem como fonte de financiamento para investimentos em habitação, saneamento e infraestrutura.

O governo também anunciou que as empresas poderão atrasar o pagamento da contribuição para o FGTS por um período de três meses, o que irá desfalcar o fundo de forma temporária em cerca de R$30 bilhões. As companhias irão ressarcir o valor devido mas isso ocorrerá de forma parcelada.

Em entrevista ao Estadão, o ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas afirmou que o FGTS poderia ser liberado em caso de licença do trabalhador. “Não rompe vínculo de trabalho, e o funcionário entra numa licença com parte da remuneração, mas ganha o FGTS”, explicou o ministro.

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Freitas comentou ainda a possibilidade de medidas para o setor de aviação civil, porém, a liberação do FGTS para os trabalhadores com redução de jornada e salário se daria de qualquer segmento da economia.“Há muitos setores combalidos. É uma medida razoável para este momento”, disse.

Jheniffer Aparecida Corrêa Freitas, formada em Jornalismo pela Universidade de Mogi das Cruzes, atuou como assessora de imprensa da Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo e da Secretarial Estadual da Saúde de São Paulo. Atualmente, é redatora do portal FDR, produzindo pautas sobre economia popular e finanças.