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Instituições financeiras tomam medidas para contenção de crise e acabam sendo alvo de críticas entre especialistas. Nessa semana, o Santander anunciou o aumento de 10% no limite do cartão de crédito dos seus clientes. Segundo o banco, a iniciativa tem como finalidade ofertar recursos durante a pandemia do coronavírus. No entanto, foi desaprovada por muitos.

Santander oferece novo limite para cartão de crédito durante a crise (Imagem: Reprodução - Google)
Santander oferece novo limite para cartão de crédito durante a crise (Imagem: Reprodução – Google)
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Na campanha anunciada nessa quarta-feira (18), a marca diz estar ciente de que é chegado o momento de cuidar um do outro. Ao longo do texto, a instituição enfatiza que em períodos de crise devemos poder contar com ajuda e alega que, pensando em seus clientes, aumentará seus créditos.

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Segundo a mesma, a ideia da ação é minimizar os impactos da pandemia e possibilitar uma reserva para os correntistas e não correntistas.

Sérgio Rial, atual presidente, afirmou, em nota, que “a medida permite jogar para a frente o pagamento de algumas despesas, o que pode fazer a diferença para quem já teve o orçamento afetado pelas mudanças na conjuntura econômica.”

Resposta ao anúncio do Santander

Logo após a veiculação em canais de TV e redes sociais, a campanha começou a ter uma repercussão negativa. Muitos alegaram se tratar de um momento frágil, afirmando que a marca estaria se aproveitando dessa situação para obter uma maior lucratividade por parte dos clientes menos favorecidos.

Na internet, especialistas relembraram que a taxa de juros aplicada ao crédito rotativo está entre as mais caras do mercado, mesmo mediante as reduções realizadas recentemente pelo Banco Central. No próprio Santander, a cobrança é de 8,98% ao mês.

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Consultor financeiro, Jurandir Macedo afirmou que a iniciativa não deveria ser aprovada. Segundo ele, há de fato uma necessidade de resguardar quantias para situações emergenciais.

“Alguns acabam tirando certa vantagem do momento. Mas, por outro lado, é melhor ter crédito do que não ter em uma situação emergencial”, explica.

No entanto, a aceitação da proposta poderá resultar em uma queda de receita mensal para os trabalhadores, fazendo com que os mesmos não consigam pagar suas faturas. “Não pode tomar crédito de forma indiscriminada. Tem de ser algo bem planejado”, concluiu.

Maria Eduarda Andrade, mestranda em ciências da linguagem na Universidade Católica de Pernambuco, formada em Jornalismo pela mesma instituição. Enquanto pesquisadora, atua na área de políticas públicas, economia criativa e linguagens. No mercado de trabalho, já passou por veículo impresso, sendo repórter do Diario de Pernambuco, além de ter assessorado marcas nacionais como a Devassa, Heineken, Algar Telecom e o Grupo Pão de Açúcar. Atualmente, dedica-se à redação do portal FDR.