Bitcoin é atingido com crise mundial e caí 50% em uma semana

Bitcoin sofre a maior queda de sua história com uma perca de 50%. Na última semana, a moeda digital, conhecida como um dos melhores investimentos mundiais, registrou uma redução brusca, perdendo 35% de seu poder aquisitivo em um único dia. A desvalorização vem ocorrendo desde a última quinta-feira (12) e preocupa os investidores.

Bitcoin é atingido com crise mundial e caí 50% em uma semana (Imagem: Reprodução - Google)
Bitcoin é atingido com crise mundial e caí 50% em uma semana (Imagem: Reprodução – Google)

Inicialmente, mesmo com a crise gerada pelo coronavírus e baixa no preço do petróleo, o bitcoin estava mantendo-se invicto, apresentando bons índices de investimento. Até o mês de fevereiro, a moeda tinha uma alta de 32%, enquanto os demais investimentos, como ações, commodities, debêntures e fundos, sofriam graves reduções.

No entanto, no começo de março, especificamente na sexta-feira (6), foi registrada a primeira queda, fechando o dia com uma cotação de US$ 9.122,55 (R$ 44,1 mil). A partir de então, com os desdobramentos da pandemia, a redução registrou um índice de -10% em menos de 24h, sendo a primeira vez que a moeda vivenciava um período de crise.

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Na semana seguinte, seu preço variou entre US$ 7.900 (R$ 38,1 mil), desabando para US$ 4.970,79 (R$ 24 mil), na última quinta-feira (12). Trata-se da maior queda desde que a moeda foi criada. Confira:

Bitcoin – as 5 maiores quedas

Dia Queda, em %
12/3/2020 -37,1%
18/12/2013 -22,9%
14/1/2015 -20,45%
6/12/2013 -20,43%
16/12/2013 -19,81%

Fonte: CoinMarketCap

Desde então, o bitcoin ensaia leve recuperação. Por volta das 20h de sexta-feira (13), sua cotação estava em US$ 5.572 (R$ 27 mil), com alta de cerca de 10% no dia. No entanto, hoje (16) alcança o valor de R$23 mil.

Motivos da queda

Ainda não se sabe exatamente o motivo pelo qual a moeda caiu tanto em um curto espaço de tempo. No entanto, especialistas afirmam que há uma série de fatores que podem ter colaborado com a desvalorização.

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Primeiramente, a pandemia do coronavírus. A doença, que vem sendo espalhada desde o mês de janeiro, tem impactado diretamente a economia mundial. O primeiro e principal país afetado foi a China, fazendo com que o mercado internacional se desestabilizasse com a paralisação de importação e exportação de produtos e serviços.

Além disso, a crise do petróleo, ocasionada pelo confronto entre a Rússia e Arábia Saudita também vêm trazendo consequências econômicas. Em meio a esses cenários, há semanas a bolsa de valores sofre quedas consideráveis, fazendo com que investidores percam o interesse de vender seus criptos (moeda digital) para convertê-las em fiduciárias (dólar, euro, real).

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Eduarda Andrade
Maria Eduarda Andrade é mestranda em ciências da linguagem na Universidade Católica de Pernambuco, formada em Jornalismo pela mesma instituição. Enquanto pesquisadora, atua na área de políticas públicas, economia criativa e linguística, com foco na Análise Crítica do Discurso. No mercado de trabalho, passou por veículo impresso, sendo repórter do Diario de Pernambuco, além de assessorar marcas nacionais como Devassa, Heineken, Algar Telecom e o Grupo Pão de Açúcar. Atualmente, dedica-se à redação do portal FDR.
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