Salário mínimo ideal deveria ser 4,8 vezes maior que o vigente, afirma Dieese

O Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) divulgou ontem (5), o valor ideal do salário mínimo para o mês de fevereiro. A pesquisa aponta que o piso nacional deveria ser cerca de 4,8 vezes maior do que está em vigor.

Salário mínimo ideal deveria ser 4,8 vezes maior que o vigente, afirma Dieese
Salário mínimo ideal deveria ser 4,8 vezes maior que o vigente, afirma Dieese (Imagem:Montagem/FDR)

Esse levantamento é feito mensalmente, pressupondo em qual valor o salário mínimo do país deveria estar para que pudesse atender as necessidades básicas de uma família brasileira. 

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Estas necessidades básicas são estabelecidos pela Constituição e consideram: moradia, alimentação, educação, saúde, lazer, vestuário, higiene, transporte e a Previdência Social.

Para realizar o cálculo do salário mínimo, são realizadas pesquisas do valor da cesta básica entre as 17 capitais do país. 

No início do ano, o salário mínimo foi reajustado de R$1.039 para R$1.045. Isso aconteceu por conta do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que subiu mais que o esperado pelo governo.

Atualmente, o valor do piso nacional é de R$1.045, mas deveria ser de R$4.366,51 conforme divulgou o Dieese. 

Ano passado, a pesquisa apontou que a cesta básica teve o valor mais alto na capital de Santa Catarina, em Florianópolis, alcançando R$478,68.

Já os preços mais baixos foram encontrados nas capitais de dois Estados do Nordeste. O local em que a cesta é mais barata é em Aracaju, no Sergipe, em que custa R$325,40 e em Salvador, na Bahia, cutando R$341,45.

No mês de outubro a pesquisa apontava que o salário deveria ser de R$3.978,63, quase quatro vezes maior que o atual na época, de R$998. 

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O salário mínimo serve como parâmetro de renda para mais de 45 milhões de brasileiros e apesar da alta não ser a prevista pelo o governo, essa é a primeira vez que ficará acima de mil reais.

Além dos trabalhadores, o INSS também utiliza essa base para pagamento dos seus aposentados e pensionistas. Os benefícios não podem ser menor do que o piso de R$1.045. Valendo para o seguro desemprego, e servindo como teto do PIS/PASEP.

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Jheniffer Freitas
Jheniffer Aparecida Corrêa Freitas é formada em Jornalismo pela Universidade de Mogi das Cruzes. Atuou como assessora de imprensa da Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo e da Secretarial Estadual da Saúde de São Paulo. Atualmente, é redatora do portal FDR, produzindo pautas sobre economia popular e finanças.
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