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Salário mínimo aumenta, mas não é suficiente para sustentar famílias

Por Jheniffer Freitas
19 de fevereiro de 2020
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Mesmo com o reajuste do salário mínimo que aconteceu duas vezes no início deste ano de 2020, uma pesquisa feita pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) mostrou que o valor ainda não é o suficiente para sustentar as famílias brasileiras. 

Salário mínimo aumenta, mas não é suficiente para sustentar famílias
Salário mínimo aumenta, mas não é suficiente para sustentar famílias (Imagem:Montagem/FDR)

De acordo com o Dieese, o salário mínimo do nosso país é quatro vezes menor que o valor necessário para que uma família composta por quatro pessoas se sustente.

Leia Também: Salário mínimo 2020 aumenta e programas trabalhistas sofrem com impacto

Para a pesquisa, a conta realizada leva em consideração que o salário mínimo deve ser o suficiente para suprir as despesas do trabalhador e de sua família. Tendo como base itens do tipo: alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência.

Inicialmente, o salário mínimo era de R$1.039 para este ano, mas o índice de inflação que foi medida pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) ficou maior que o esperado. 

Com isso, o governo teve que realizar o reajuste novamente do salário que foi para R$1.045. Esta nova quantia passou a valer no país em fevereiro. 

Já se o cálculo fosse realizado levando em conta as despesas, o valor do piso deveria ser de R$4.347,61. O valor foi calculado considerando a cesta básica mais cara que foi encontrada em São Paulo por R$517,51.

No ano passado, em novembro, o Dieese também divulgou um levantamento em que a quantia ideal para o piso do Brasil seria de R$4.021,39. E em dezembro aumentou esse índice para R$4.342,57. Em 2019 o piso foi de R$998.

Com relação a isso, a teoria econômica sugere que esse aumento súbito do salário para o que foi apresentado causaria desemprego em massa e o impacto seria devastador sobre as contas públicas.

A Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) deste ano, mostra que a cada R$1 de aumento no salário mínimo o impacto é de R$320 milhões para os gastos do governo.

O reajuste do mínimo era calculado pelo INPC mais a variação do PIB de dois anos antes, essa forma de cálculo foi criada pelo governo Lula e em 2012, no governo Dilma virou lei. No entanto, no ano passado a lei expirou. 

Durante o período em que ficou em vigor, o salário mínimo só não obteve aumento real nos anos de 2017 e 2018.

Ainda não se sabe qual a política que será adotada pelo governo de Jair Bolsonaro para os reajustes do mínimo. Para 2020 foi utilizado apenas o INPC. 

Leia Também: Alta do dólar aumenta valorização dos produtos importados no país

Paulo Guedes, ministro da economia, vem dizendo que a definição de uma política fixa para uma sequência de anos e com aumentos reais ameaçaria empregos. Segundo ele, por ora, o compromisso do governo é com a manutenção do poder de compra que é obrigatório por lei.

Jheniffer Freitas

Jheniffer Freitas

Jheniffer Aparecida Corrêa Freitas é formada em Jornalismo pela Universidade de Mogi das Cruzes. Atuou como assessora de imprensa da Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo e da Secretarial Estadual da Saúde de São Paulo. Há dois anos é redatora do portal FDR, onde acumula bastante experiência em produção de notícias sobre economia popular e finanças.

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