C6 Bank tem prejuízo milionário em seu primeiro ano de atividade

Nesta terça-feira (18), o C6 Bank informou que em seu primeiro ano de atividade foi registrado um prejuízo de R$186,903 milhões. Uma de suas maiores despesas foi na parte operacional, onde o banco gastou cerca de R$306,006 milhões no ano de 2019.

C6 Bank tem prejuízo milionário em seu primeiro ano de atividade
C6 Bank tem prejuízo milionário em seu primeiro ano de atividade (Imagem:Reprodução/C6Bank)
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De acordo com o C6, “O prejuízo líquido foi de R$ 186,9 milhões, decorrentes de investimentos feito pelo Banco ao longo do ano para lançamento do seu aplicativo e evolução de produtos e experiências a seus clientes”.

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Apesar disso, o patrimônio líquido do banco foi de R$335,6 milhões, a captação de clientes foi de R$1.312,4 milhões (CDBs, Letras Financeiras e Deposito à Vista) e as operações de Crédito ou com Característica de Crédito foram de R$152,2 milhões.

Já o ativo circulante foi de R$ 1,49 bilhão, com ativos realizáveis a longo prazo de R$ 600,989 milhões e títulos e valores mobiliários e instrumentos financeiros derivativos de R$ 1,08 bilhão.

Os depósitos foram de R$ 239,292 milhões. A receita da intermediação financeira ficou em R$ 48,627 milhões, com despesas de R$ 29.049. O resultado foi de R$ 19,578 milhões

No mês de janeiro, o banco realizou a sua primeira captação de recurso por meio de papéis de crédito privado. Os títulos não conversíveis têm vencimento de dois anos com uma remuneração de CDI de 2,2% ao ano.

Fundado em 2018, o C6 Bank é semelhante a outras instituições financeiras digitais e não tem agências físicas, sendo que o atendimento oferecido é inteiramente online.

O nome do banco é uma alusão ao carbono, que está na tabela periódica, representado pela letra C, enquanto o 6 é o número atômico deste elemento químico. 

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A proposta do banco é ser flexível e atender os clientes de forma eficaz. No ano passado comemorou a marca de 1 milhão de clientes, e embora seja alto ainda é pequeno perto de fintechs como Nubank.

Seus serviços e ferramentas são muito parecidos com o que o Nu tem, cobrando tarifas baixas e muita vezes nulas sobre serviços em que os grandes bancos incluem altos valores.

Jheniffer FreitasJheniffer Freitas
Jheniffer Aparecida Corrêa Freitas é formada em Jornalismo pela Universidade de Mogi das Cruzes. Atuou como assessora de imprensa da Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo e da Secretarial Estadual da Saúde de São Paulo. Atualmente, é redatora do portal FDR, produzindo pautas sobre economia popular e finanças.