Preço do combustível caí, mas consumidores não conseguem se beneficiar

As últimas semanas têm sido de embate entre os governadores estaduais e o presidente Jair Bolsonaro. Mesmo com uma baixa por parte das refinarias, o preço do combustível continua pesando no bolso dos brasileiros e segundo o presidenciável a responsabilidade é dos gestores regionais que não aceitam a redução do ICMS.

Preço do combustível caí, mas consumidores não conseguem se beneficiar (Imagem: Reprodução - Google)
Preço do combustível caí, mas consumidores não conseguem se beneficiar (Imagem: Reprodução – Google)

Trata-se do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços, exigido em cima da gasolina e do diesel.

Em seu twitter, no último domingo (9), Bolsonaro afirmou que o valor não está ainda menor por culpa dos governadores que estão rejeitando seu pedido de redução.

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O presidente alega que é um posicionamento egoísta e não calculado, tendo em vista que a Petrobras vem diminuindo suas taxações.

Após a publicação de redução da PB, um grupo de 23 governadores enviou uma carta ao presidente, solicitando que ele abrisse mão das receitas de impostos federais como PIS, Cofins e Cide exigidos sobre os combustíveis. Bolsonaro até chegou a dizer que iria zerar os tributos, mas não levou a decisão adiante.

Sob esse cenário de instabilidade, os consumidores seguem sem sentir a diminuição por parte das refinarias, uma vez em que 44% do valor da gasolina e do diesel é definido a partir da aplicação dos impostos.

Opinião de especialista sobre o preço do combustível

Economista, Adriano Pires, diretor do Centro Brasileiro de Infraestrutura, defende que Bolsonaro está certo em afirmar que o preço final dos produtos não vêm sendo reduzido por causa das tributações estaduais, que equivalem a 30%.

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“Eu acho que essa discussão foi boa porque trouxe o tema à tona em um momento em que está se discutindo também a reforma tributária. Hoje o combustível e a energia elétrica têm impostos semelhantes aos de cigarro e bebidas (que devem ter altos tributos mesmos e só usa quem quer”.

Pires alegou que dificilmente a união irá zerar todo o imposto. Ele relembra que a taxação é permitida graças a Constituição de 88, mas é necessário reajustes ficais para que ela funcione de forma mais eficaz.

“Os gestores não souberam fazer política para reduzir o custo da máquina. Então, o dinheiro mal gasto é cobrado da população, que paga mais imposto. Sempre que as finanças estão ruins, aumenta-se o imposto porque é muito mais fácil gastar o dinheiro da população do que apertar as contas”, critica.

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Eduarda Andrade
Maria Eduarda Andrade é mestranda em ciências da linguagem na Universidade Católica de Pernambuco, formada em Jornalismo pela mesma instituição. Enquanto pesquisadora, atua na área de políticas públicas, economia criativa e linguística, com foco na Análise Crítica do Discurso. No mercado de trabalho, passou por veículo impresso, sendo repórter do Diario de Pernambuco, além de assessorar marcas nacionais como Devassa, Heineken, Algar Telecom e o Grupo Pão de Açúcar. Atualmente, dedica-se à redação do portal FDR.
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