Reajuste no seguro desemprego 2020 terá início nessa semana

Trabalhador brasileiro terá reajuste no seguro-desemprego 2020. Aqueles que solicitaram o benefício no mês de janeiro contarão com um acréscimo de R$ 6 no pagamento. A alteração diz respeito as mudanças no piso nacional que agora será de R$ 1.045. A correção do seguro ficará em 0,45%, tendo um pagamento máximo de R$ 1.813,03.

Reajuste no seguro desemprego 2020 terá início nessa semana (Imagem: Reprodução - Google)
Reajuste no seguro desemprego 2020 terá início nessa semana (Imagem: Reprodução – Google)

O reajuste será depositado na conta tanto daqueles que solicitarem o auxílio a partir deste mês, como para quem já estava recebendo. O benefício reajustado entra na conta a partir do dia 11 de fevereiro, terça-feira.

Leia também: Seguro desemprego: quem não pode receber o benefício?

Nesse caso, as parcelas de fevereiro em diante já contarão com a nova quantia. Entretanto, os valores dos meses anteriores não serão reembolsados.

Até o mês de janeiro, o auxílio era de R$ 1.039, valor do piso nacional aprovado por Bolsonaro em dezembro de 2019. Entretanto, com o aumento no índice Nacional de Preços por Consumidor (INPC) o mínimo precisou ser reajustado.

No dia 14 de janeiro, Bolsonaro informou o acréscimo e alegou que sua equipe economia estaria trabalhando para calcular o impacto da medida nos cofres públicos.

É válido ressaltar que, além do reajuste no seguro-desemprego 2020, o salário mínimo é utilizado também para definir os pagamentos do INSS, como pensões, aposentadorias e demais auxílios, acarretando em uma despesa de aproximadamente R$ 300 milhões a cada R$ 1 liberado por trabalhador.

Segundo Bolsonaro, os próximos reajustes deverão levar em conta prioritariamente as aposentadorias.

Em entrevista, o presidente afirmou que o valor do salário mínimo não pode ser inferior ao índice da inflação. Desse modo, a partir de 2021, o governo está criando uma nova medida que irá alterar a definição do piso.

O projeto prevê que o valor serja definido até o mês de novembro, antecipando o tempo de análise do INPC, a fim de que possa obter a estatística exata para definir o orçamento do ano seguinte durante o mês de dezembro.

Isso quer dizer que, para calcular o mínimo, o governo estaria analisando o INPC de dezembro (do ano anterior) até novembro (do ano seguinte), tendo um mês para poder formular a pasta orçamentária e não ficar sujeito a alterações. O projeto ainda está em validação e deve ser aprovado nos próximos meses.

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Eduarda Andrade
Maria Eduarda Andrade é mestranda em ciências da linguagem na Universidade Católica de Pernambuco, formada em Jornalismo pela mesma instituição. Enquanto pesquisadora, atua na área de políticas públicas, economia criativa e linguística, com foco na Análise Crítica do Discurso. No mercado de trabalho, passou por veículo impresso, sendo repórter do Diario de Pernambuco, além de assessorar marcas nacionais como Devassa, Heineken, Algar Telecom e o Grupo Pão de Açúcar. Atualmente, dedica-se à redação do portal FDR.
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