Décimo terceiro do Bolsa Família vai ser liberado neste ano? Saiba aqui!

O décimo terceiro do Bolsa Família, parcela extra que foi paga no ano passado, será também inclusa no orçamento neste ano? É o que discutem os senadores no Congresso. Até o momento, não há confirmações oficiais sobre a legitimidade da medida. 

Décimo terceiro do Bolsa Família vai ser liberado neste ano? Saiba aqui!
Décimo terceiro do Bolsa Família vai ser liberado neste ano? Saiba aqui! (Imagem:Reprodução/Google)

O relator da medida provisória, Randolfe Rodrigues (Rede-AP), que instituiu a 13° parcela de pagamento do benefício no ano passado. Agora, propôs que esse pagamento seja feito de forma permanente para as famílias inscritas.

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O relator deseja que o pagamento do 13º do Bolsa Família se estenda também para os segurados do Benefício de Prestação Continuada (BPC), que é pago para as pessoas com deficiência e idosos que possuem acima de 65 anos e que sejam de baixa renda.

Com essas novas despesas, o impacto nos cofres federais com os pagamentos seria coberto com a cobrança de impostos sobre lucros e dividendos pagos pelas empresas. As mudanças foram propostas na terça-feira (4), no relatório da medida. 

A sugestão sobre o décimo terceiro do Bolsa Família deve ser votada em uma Comissão Especial do Congresso, antes de ser analisado pelo plenário da Câmara e do Senado.

O texto já foi editada pelo Presidente Jair Bolsonaro, em outubro, para que fosse possível realizar esse pagamento no final do ano passado junto com a parcela do mês de dezembro.

O programa atende cerca de 13,5 milhões de famílias que se encontram em situação de extrema pobreza, com renda per capita de até R$89. E de pobreza, com renda entre R$89 até R$178.

Caso seja aprovada a medida trará um impacto de R$9 bilhões por ano aos cofres públicos. Para bancar esse aumento Rodrigues propõe duas medidas.

A primeira é a que deve encontrar resistências dentro do Congresso, pois a ideia é fixar um pagamento de 15% sobre lucros e dividendos pagos pelas empresas.

De acordo com o estudo da Consultoria do Senado, a criação desse imposto geraria uma arrecadação de R$ 97 bilhões e R$ 124 bilhões.

Do total, cerca de 51% pertenceria à União e 49% seria distribuído a estados e municípios.  O governo já pretendia tributar lucros e dividendos, porém dentro da reforma tributária.

A segunda forma de arrecadar o dinheiro já foi aprovada na reforma da previdência, que é o aumento da alíquota de Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) a ser aplicado para os bancos, que saiu de 15% para 20%.

O senador ainda sugeriu que fossem realizadas outras mudanças no programa, como o aumento do limite de recebimento de benefícios por família. Subindo de dois para cinco os adicionais para quem tem adolescentes e crianças.

Hoje, as famílias que participam do programa devem ter em seus membros gestantes e menores entre zero e 17 anos. Caso seja aprovado, a idade final aumentará para 18 anos.

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Uma proposta também foi feita para o próximo ano, 2021, fazendo com que os valores dos benefícios sejam reajustados pela inflação que é medida pelo Índice Nacional de Preços do Consumidor (INPC). Pelas regras atuais, não é necessário a obrigatoriedade de reajuste do benefício.

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Jheniffer Freitas
Jheniffer Aparecida Corrêa Freitas é formada em Jornalismo pela Universidade de Mogi das Cruzes. Atuou como assessora de imprensa da Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo e da Secretarial Estadual da Saúde de São Paulo. Atualmente, é redatora do portal FDR, produzindo pautas sobre economia popular e finanças.
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