INSS já decidiu quais militares serão contratados na força tarefa; acesse a lista!

O governo divulgou quais serão os militares contratados para atuar dentro das agências do INSS. Foram escolhidos, preferencialmente, os sargentos e suboficiais (graduados) das Forças Armadas para compor a ação de força tarefa. O comunicado foi liberado nessa semana, entretanto o decreto oficial deverá sair nos próximos dias.

INSS já decidiu quais militares serão contratados na força tarefa; acesse a lista! (Imagem: Reprodução - Google)
INSS já decidiu quais militares serão contratados na força tarefa; acesse a lista! (Imagem: Reprodução – Google)

Segundo o secretário especial da previdência, Rogério Marinho, a ideia é que ocupando as cadeiras dos guichês nas unidades do INSS, os oficiais liberem os servidores do instituto para atuar exclusivamente na análise do benefício, reduzindo mais rapidamente o número das filas.

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Os selecionados não precisarão se submeter a provas ou testes de aptidão para poderem ocupar os cargos.

Entretanto, deverão passar por um treinamento de 10 dias de modo que possam entender o funcionamento dos servidos do instituto. As capacitações serão ministradas pelos servidores do INSS que possuem experiência em tais atividades.

Os critérios utilizados para selecionar os oficiais levarão em conta o menor tempo na reserva, formação profissional e experiências. Até a próxima semana o governo federal irá liberar a medida provisória autorizando a contratação temporária da categoria.

O texto deverá fornecer informações a respeito do tipo de contrato, duração e remuneração. Para os militares, a expectativa é de um prazo de até oito anos e salário equivalente a 30% do provento, tendo como base os valores recebidos pelos graduados, que serão utilizados como teto salarial.

Ao todo, serão convocados 7 mil servidores entre civis e aposentados, que deverão começar os trabalhos entre os meses de março e abril.

Sobre a crise do INSS

Com a chegada dos oficiais, o governo espera zerar a filha de 1,3 milhões de benefícios que aguardam por respostas.

O atraso está ocorrendo desde o segundo semestre do ano passado e foi intensificado com a aprovação da reforma da previdência que alterou a maioria das leis para a liberação dos auxílios.

Além de adiantar tais filas, o INSS precisará atualizar seus sistemas de modo que coloque as novas propostas em função. Atualmente, o prazo de espera de um benefício já ultrapassa mais de 120 dias, mas segundo a lei o limite é de até 45 dias.

Desde o início da crise, o governo já teve um gasto adicional de aproximadamente R$ 300 milhões, referentes ao pagamento retroativo à data de entrada do pedido.

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Eduarda Andrade
Maria Eduarda Andrade é mestranda em ciências da linguagem na Universidade Católica de Pernambuco, formada em Jornalismo pela mesma instituição. Enquanto pesquisadora, atua na área de políticas públicas, economia criativa e linguística, com foco na Análise Crítica do Discurso. No mercado de trabalho, passou por veículo impresso, sendo repórter do Diario de Pernambuco, além de assessorar marcas nacionais como Devassa, Heineken, Algar Telecom e o Grupo Pão de Açúcar. Atualmente, dedica-se à redação do portal FDR, onde já acumula anos de experiência e pesquisas sobre economia popular e direitos sociais.