Bancos tradicionais tomam decisão drástica sobre crescimento da fintechs

Que as instituições digitais estão conquistando mais clientes a cada dia, não é novidade. Do outro lado, os bancos tradicionais parecem estar balançados, já que não conseguem competir com as facilidades e as taxas oferecidas pelos competidores. Por este motivo, os maiores bancos do país estão tomando medidas drásticas: de 2013 até aqui pelo menos duas mil agências foram fechadas. 

Bancos tradicionais tomam decisão drástica sobre crescimento da fintechs
Bancos tradicionais tomam decisão drástica sobre crescimento da fintechs

O fechamento de pontos foi uma escolha tomada pela Caixa Econômica, Banco do Brasil, Itaú, Bradesco e Santander, referências no país. Este é um caminho adotado para reduzir custos, assim como a digitalização de serviços.   

De acordo com uma pesquisa produzida pelo Dieese e o Sindicato dos Bancários de São Paulo, requisitada pelo jornal O GLOBO, o número total de agências dessas cinco instituições caiu, nos últimos seis anos (2013-2019), de 19.841 para 17.730.  

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Para que a rentabilidade dos bancos tradicionais continue equilibrada em 2020, a consultoria alemã Roland Berger calculou que eles terão de cortar, nos próximos três anos, pelo menos R$ 24 bilhões em custos. 

Para especialistas, a redução das agências deve ser feita de forma consciente, uma vez que elas também trazem lucros para as empresas.

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“Os clientes ainda usam a agência para pagar boletos, por exemplo, e acabam comprando outros produtos, como um título de capitalização ou seguro. Na prática, fechar agências também é fechar uma fonte de receita”, disse Guilherme Vitollo, diretor-executivo de Finanças e Seguros da consultoria, em entrevista ao O Globo.  

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Ainda durante entrevista, Vitollo afirma que as instituições precisam reestruturar a rede de agências que ainda estão funcionando além de focar nos seus canais digitais para começar a captar, por lá, toda a renda que viria das unidades físicas, que não é pouca.

Na mesma matéria, o economista João Augusto Salles, especialista no setor bancário, avalia que pelo menos 80% da receita dos bancos tradicionais vêm das agências, uma vez que durante visitas a estes locais a conversa presencial com um gerente pode levar a assinatura de cartões de crédito ou empréstimos. 

Para a Federação Brasileira de Bancos (Febraban), quem gosta de agências físicas não precisa se preocupar. Por meio de nota a entidade reconhece o avanço dos bancos digitais, mas acredita que o atendimento presencial deve ser um diferencial dos grandes bancos, o que deve deixar seus consumidores mais seguros. 

Amanda Castro
Amanda Castro é graduada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Católica de Pernambuco (UNICAP) e graduanda de Administração pela Secretaria de Educação e Esportes de Pernambuco (SEE). É responsável pela área de negócios, tráfego e otimização SEO do portal FDR. Além disso, atua como redatora do portal FDR e demais portais de notícias desde 2017, produzindo conteúdo sobre economia, finanças pessoais e programas sociais.