INSS: contratação dos militares gera fortes críticas e ameaça de protestos

Com a decisão do governo de realizar o recrutamento de militares das Forças Armadas para repor mão de obra no INSS, o Instituto Nacional de Seguridade Social. Foram geradas fortes críticas dos funcionários da Previdência e ameaça de protestos.

INSS: contratação dos militares gera fortes críticas e ameaça de protestos
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Entre os pontos detalhados pela oposição à decisão, as categorias cogitam ir à Justiça contra a medida. A solução é que o executivo contrate de forma temporária servidores do INSS já aposentados.

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Ainda pontuam as questões ligadas a de realizar, se possível, novos concursos para reforçar o corpo técnico de forma permanente.

A decisão de propor o auxílio das forças armadas vem em contraponto a resistência frente a reforma administrativa, no qual pretende enxugar o tamanho da máquina pública.

Na última terça-feira (14), secretário especial de Previdência e Trabalho, Rogério Marinho, rechaçou esta conexão e disse que são “situações completamente distintas”.

“Temos convicção de que o Estado brasileiro precisa ser do tamanho que a sociedade pode suportar”, afirmou na entrevista.

O secretário realizou promessa para que, durante esta semana, haja a entrega de um decreto para abrir caminho à contratação de sete mil militares da reserva, que serão remunerados com um adicional de 30%.

Para o governo, esta é a solução mais rápida e menos custosa que poderia ser adotada num momento em que cresceram as reclamações da população em relação à fila de 1,3 milhão de pedidos por benefício em atraso no órgão. Já o pagamento será feito pelo INSS, a um custo de R$ 14,5 milhões mensais.

Confrontando a ideia inicial, o Fórum Nacional Permanente de Carreiras Típicas de Estado (Fonacate) pontuou durante reunião que a solução “mirabolante” não irá dar certo.

“Faz horas que o governo quer encontrar uma ‘boquinha’ para os militares, mas o INSS é um órgão complexo. É impossível treinar militar para fazer funcionar de uma hora para outra”, destaca o presidente, Rudinei Marques.

Além desta entidade, Associação Nacional dos Servidores da Previdência e da Seguridade Social (Anasps) e Associação Nacional dos Advogados Públicos Federais (Anafe), divulgaram notas de preocupação sobre a decisão.

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REDAÇÃO
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