Bolsonaro se posiciona sobre possível reajuste no salário mínimo de 2020

Brasileiro poderá ter outro reajuste no salário mínimo de 2020. Apesar de ter sido definido no começo do mês, o piso nacional ainda está sujeito a modificações, segundo o presidente Jair Bolsonaro. Ao sair do Palácio da Alvorada, nessa terça-feira (14), o parlamentar informou que está estudando a possibilidade de um aumento e comunicará à imprensa em breve.

Bolsonaro se posiciona sobre possível reajuste no salário mínimo de 2020
Bolsonaro se posiciona sobre possível reajuste no salário mínimo de 2020
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Segundo ele, o reajuste será possível graças ao Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) de 2019, que ficou em 4,48%. Por precisar fechar logo o valor do mínimo, o governo considerou estimativa divulgada anteriormente para a inflação de 3,86%, ficando menor do que o valor real.

“Vou reunir com o [ministro da Economia] Paulo Guedes agora à tarde, eu acho que tem brecha para a gente atender. A inflação de dezembro foi atípica, né? Por causa do preço da carne”, afirmou o presidente.

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Ele ressaltou que se houver mesmo a chance de aumentar o piso, o projeto deverá ser mantido.

Entretanto, relembrou que é preciso contabilizar o impacto de sua decisão nos cofres públicos, uma vez em que qualquer modificação acarretará em maiores despesas para o governo.

Mais tarde, houve a sugestão de que o salário mínimo de 2020 passaria dos atuais R$1.039 para R$1.045. É necessário aguardar uma publicação oficial para iniciar a vigência do novo valor.

Sobre o salário mínimo de 2020

Atualmente, o valor está em R$ 1.039 e é utilizado como base para o cálculo dos salários do trabalhadores de empresas privadas e órgãos públicos.

A quantia também influencia diretamente nos pagamentos do INSS, pois pensões e auxílios deverão ser reajustadas caso haja o aumento.

Com as alterações, o teto dos benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) passa de R$ 5.839,45 para R$ 6.101,06.

Demais ações

Nessa terça-feira (14), Bolsonaro se encontrou com o ministro da economia, Paulo Guedes, para avaliar as modificações no salário e também repensar como acabar os atrasos nas filas de benefícios do INSS.

Juntos, os parlamentares estão estruturando ações de força-tarefa para conter a quantidade de auxílios acumulados no instituto.

É válido ressaltar que tais atrasos estão refletindo no orçamento do governo, que precisa arcar com os processos judiciais registrados contra o INSS e pagar a cada beneficiário as multas de atraso.

Eduarda AndradeEduarda Andrade
Maria Eduarda Andrade é mestranda em ciências da linguagem na Universidade Católica de Pernambuco e formada em Jornalismo pela mesma instituição. Enquanto pesquisadora, atua na área de políticas públicas, economia criativa e linguagens. No mercado de trabalho, já passou por veículo impresso, sendo repórter do Diario de Pernambuco, além de ter assessorado marcas nacionais como a Devassa, Heineken, Algar Telecom e o Grupo Pão de Açúcar. Atualmente, dedica-se à redação do portal FDR.