Atrasos no INSS: número impressionante de segurados ainda aguardam respostas

A crise vivenciada pelo Instituto Nacional do Seguro Social já afeta mais de 2 milhões de brasileiros. Desde de o fim do ano passado, o INSS vem lutando para reduzir o número de pessoas na fila para liberação de seus benefícios. Entretanto, com a aprovação da reforma da previdência, a situação se agravou e está causando um dos piores atrasos no INSS.

Atrasos no INSS: número impressionante de segurados ainda aguardam respostas
Atrasos no INSS: número impressionante de segurados ainda aguardam respostas

Para conter a situação, o governo federal vem anunciando medidas. Uma das sugestões propostas é a contratação de uma empresa terceirizada que ficaria responsável pela atualização dos cadastros que eram designados pela DataPrev.

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A DataPrev é uma empresa pública que tem como função atualizar os dados de todos os segurados brasileiros em uma espécie de planilha. Com essas informações os servidores do INSS conseguiriam otimizar a liberação dos benefícios de forma mais rápida.

Entretanto, o relatório que vem sendo gerado desde 2018 ainda não foi entregue. Ao demitir um grande números de funcionários e ter a reforma da previdência aprovada, em 13 de novembro de 2019, o funcionamento do instituto entrou em colapso com atrasos no INSS que geraram uma verdadeira crise.

Nesta segunda-feira (13) o presidente do Instituto, Renato Vieira, garantiu que o plano para conter essa questão e diminuir as filas, será apresentado na quarta-feira (15) de forma oficial.

O que a justiça diz sobre os atrasos no INSS

Normalmente, o prazo de espera, conforme assegura a lei, é de até 45 dias. Porém, a realidade nos dias de hoje é de brasileiros esperando pela aprovação de seus auxílios há mais de 120 dias.

Além disso, há atrasos no INSS e congelamento no pagamento de benefícios além da aposentadoria.

Como no caso retratado pelo jornal Correio Braziliense que trouxe a história da dona de casa Bárbara Silva, 24 anos, que há semanas tenta contato com o INSS e não consegue.

A brasileira recebia o valor de um salário mínimo, destinado ao seu filho de três anos, portador de deficiência. Que recebia o auxílio desde o seu nascimento.

A quantia foi cortada sem justificativa ou aviso prévio no fim de 2019. “Não trabalho e não tenho como arrumar emprego, porque é impossível permanecer em um serviço e cuidar do meu filho, que precisa de acompanhamento”, explicou.

A advogada Adriane Bramante, especialista em direito previdenciário, esclarece que os segurados que tiverem seus pagamentos suspensos ou reprovados estão acobertados pela lei e devem procurar a justiça. Ela explica que ao descumprir o prazo de 45 dias, o INSS tem por obrigação reembolsar o beneficiário.

Questionado, o INSS alegou que “apesar dos esforços de gestão e do aumento significativo no despacho de benefícios, o estoque formado em 2018 de processos em análise ainda não foi resolvido”.

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Eduarda Andrade
Maria Eduarda Andrade é mestranda em ciências da linguagem na Universidade Católica de Pernambuco, formada em Jornalismo pela mesma instituição. Enquanto pesquisadora, atua na área de políticas públicas, economia criativa e linguística, com foco na Análise Crítica do Discurso. No mercado de trabalho, passou por veículo impresso, sendo repórter do Diario de Pernambuco, além de assessorar marcas nacionais como Devassa, Heineken, Algar Telecom e o Grupo Pão de Açúcar. Atualmente, dedica-se à redação do portal FDR.
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