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Dívida do cheque especial pode ser negociada com menos juros

Por Jheniffer Freitas
12 de janeiro de 2020
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Mesmo após as novas regras do crédito especial entrarem em vigor na segunda-feira (6), os juros continuam altos no mercado. Mas a dívida do cheque especial pode ser negociada com tarifas menores e mais flexíveis. 

Dívida do cheque especial pode ser negociada com menos juros
Dívida do cheque especial pode ser negociada com menos juros

O Banco Central (BC) estabeleceu um limite de 8% nos juros cobrados pelos bancos que oferecem o cheque, antes os juros eram de em média 12,4% ao mês. 

Leia também: Saque aniversário do FGTS pode aumentar em 5x valor do crédito consignado

A modalidade que é considerada uma das opções de crédito mais caras do país e a mais utilizada pelas famílias de baixa renda. Atualmente está presente na vida de cerca de 90 milhões de brasileiros. No entanto, a dívida do cheque chegam a somar cerca de R$26,5 bilhões. 

Os brasileiros que estão com problema com esta questão pendente podem realizar  a portabilidade da dívida, que é transferir a dívida para outro banco. Isso pode ajudar o cliente a pagar menos juros.

No mês de outubro, 1,1 milhão de consumidores realizaram a transferência de dívida de um banco para outro. De acordo com o Banco Central, isso movimentou R$ 4,7 bilhões.

Conforme uma entrevista concedida ao UOL a educadora financeira da DSOP Educação Financeira, Ana Rosa Vilches, comentou que a portabilidade do cheque especial merece atenção.

“O cheque especial é um problema. A pessoa usa achando que ele é um complemento da renda, mas como os juros são muito altos, a dívida vai crescendo. Para pagar as contas, ela acaba entrando em outras dívidas, como cartão de crédito e crédito pessoal”, disse. 

Segundo a educadora, a primeira coisa que o consumidor deve fazer é negociar com o banco para realizar a troca da modalidade de crédito para pessoal, no qual os juros são menores e atingem cerca de 5,9% ao mês.

Caso você tenha usado 15% do limite do cheque por 30 dias seguidos, o banco deve oferecer a opção de transformar a dívida em cheque especial parcelado. 

Nesta categoria, o uso do especial é congelado e os juros são menores, cerca de 3,2% ao mês. Pesquise outros bancos, pois as taxas variam de uma instituição para outra. Veja:

  • Santander: 14,75% 
  • Itaú Unibanco: 12,44% 
  • Bradesco: 12,42% 
  • Banco do Brasil: 12,04%
  • Caixa: 9,37%.

O cliente deve observar o valor da dívida no cheque especial, já que não adianta os juros ser baixo e o valor devido ser muito alto. 

Essa transferência, é feita diretamente pelos bancos, com as informações relativas a inadimplência.

Jheniffer Freitas

Jheniffer Freitas

Jheniffer Aparecida Corrêa Freitas é formada em Jornalismo pela Universidade de Mogi das Cruzes. Atuou como assessora de imprensa da Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo e da Secretarial Estadual da Saúde de São Paulo. Há dois anos é redatora do portal FDR, onde acumula bastante experiência em produção de notícias sobre economia popular e finanças.

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