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Vale a pena aderir à tarifa branca na conta de luz? Entenda!

Por Jheniffer Freitas
11 de janeiro de 2020

No início do ano a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), anunciou que os usuários que têm baixo consumo de energia poderiam aderir à tarifa branca de energia. No entanto, será que vale a pena aderir a essa modalidade de cobrança? Entenda!

Vale a pena aderir à tarifa branca na conta de luz? Entenda!
Vale a pena aderir à tarifa branca na conta de luz? Entenda!

A tarifa branca foi aprovada em 2016, pela Aneel, porém foi estabelecido um cronograma anual para que a modalidade fosse aderida.

Leia também: Aneel estuda tributar energia solar e Bolsonaro responde sobre decisão

Isso começou em janeiro de 2018, pelas ligações novas de clientes ou por unidades que tinham a média mensal de consumo superior a 500 KWh/mês.

Neste ano, o patamar mínimo caiu para 250 KWh/mês, beneficiando os consumidores de baixa tensão. 

A tarifa branca foi adotada pela Aneel para promover o sinal de preços aos consumidores, para reduzir a conta de luz e diminuir o uso da rede elétrica. 

Em dia úteis, a modalidade conta com tarifas em três valores: ponta, intermediária e fora de ponta.  Os períodos são definidos pela empresa e são diferentes para cada uma de suas distribuidoras.

Já aos sábados, domingos e feriados a tarifa é medida por fora de ponta nas 24 horas. De acordo com as regras, a tarifa fora de ponta é a mais barata, estimulando assim que a população transforme seus hábitos de consumo. 

Vale a pena aderir a tarifa branca?

Antes de escolher a tarifa branca o consumidor deve observar e conhecer o seu consumo, pois quanto mais ele consumir energia no período fora de ponta, mais barata será a sua conta. 

Mas se o seu consumo maior for em períodos de ponta ou intermediários e não conseguir mudar isso, é melhor não aderir, pois o valor a ser desembolsado na hora do pagamento pode ser maior.

Isso significa que será preciso considerar dois pontos. O primeiro é o esquema de cobrança da empresa responsável por sua região. Quais foram os horários estabelecidos como sendo os de pico, já que nesses momentos a cobrança será maior.

O outro ponto é estudar como funciona o consumo da sua residência. Mora sozinho, em família, com amigos. Fica o dia todo em casa, ou chega apenas à noite? Consegue diminuir seu uso de energia quando a tarifa for maior?

Tendo em vista esses pontos, o consumidor vai saber se vale a pena a nova modalidade de cobrança. O método branco só é mais vantajoso para quem gasta menos, não usa tanta energia nos horários de pico e sabe controlar seu consumo. Neste caso, a conta vem menor.

A tarifa é válida apenas para residências e pequenos estabelecimento comerciais e industriais. Os consumidores residenciais que se encaixam na categoria baixa renda, que têm descontos previstos em lei e a iluminação pública, não podem aderir à tarifa. 

Se o morador optou pela modalidade e não notou vantagem é possível solicitar a volta ao sistema de tarifa convencional. A partir da data do pedido, a distribuidora tem 30 dias para realizar a alteração. 

Se o consumidor desejar voltar novamente, há um período de carência de 180 dias para pedir a solicitação.

Jheniffer Freitas

Jheniffer Freitas

Jheniffer Aparecida Corrêa Freitas é formada em Jornalismo pela Universidade de Mogi das Cruzes. Atuou como assessora de imprensa da Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo e da Secretarial Estadual da Saúde de São Paulo. Há dois anos é redatora do portal FDR, onde acumula bastante experiência em produção de notícias sobre economia popular e finanças.

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