INSS terá força tarefa para driblar crise nos benefícios

Instituto Nacional do Seguro Social precisará de reforço para regularizar a liberação de seus benefícios. Nessa semana, a gestão administrativa do INSS e o governo federal anunciaram que estão preparando uma força tarefa para desafogar as filas de atendimento na solicitação dos auxílios.

Desde a reforma da previdência, o sistema está travado para a atualização das novas regras. Segundo o instituto, atualmente cerca de 1,2 milhões de pedidos estão em pausa até que o sistema volte a funcionar.

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O governo federal irá mobilizar uma equipe extra para que possa corrigir os problemas. Entre as ações de retenção, a gestão do INSS analisa a possibilidade de remanejar os servidores que cuidam de aposentadorias em outros ministérios, de modo que possam ajudar no trabalho.

Além disso, estuda a possibilidade de contratação de uma empresa terceirizada para poder atuar no atendimento ao públicos nas agências do INSS.

Até mesmo nas unidades física os beneficiários estão encontrando problemas para obter informações e resoluções a respeito das pensões e aposentadorias.

Segundo a equipe técnica do INSS, os principais motivos desse travamento de sistema foi a criação de uma fila de pedidos de benefícios gerada de 2018 e a demora do Dataprev no desenvolvimento do novo sistema com as regras da reforma.

Em 2018, o instituto deu início a um processo de digitalização dos dados desses segurados, mas ainda assim a atividade segue incompleta até hoje.

Tempo para liberação de um pedido do INSS

Segundo a lei, o assegurado deve esperar até 45 dias para poder ter seu pedido de benefício avaliado. Atualmente, a espera ultrapassa os 120 dias, gerando filas ainda maiores do que o comum.

O atraso ocasiona em prejuízos para o governo federal, uma vez que deverá pagar os valores retroativos com correção monetária.

Suspensão de benefícios

Após a aprovação da reforma, no dia 13 de novembro, a Previdência Social suspendeu a solicitação de benefícios alegando que precisaria atualizar seu sistema integrando as novas regras. Desde então, não é possível dar entrada no serviço.

Por enquanto, ainda não há uma previsão de retorno e os brasileiros seguem em espera. Aqueles que solicitaram os auxílios antes da aprovação da reforma terão a análise dos mesmos liberadas em breve.

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Eduarda Andrade
Maria Eduarda Andrade é mestra em ciências da linguagem pela Universidade Católica de Pernambuco, formada em Jornalismo na mesma instituição. Enquanto pesquisadora, atua na área de políticas públicas, economia criativa e linguística, com foco na Análise Crítica do Discurso. No mercado de trabalho, passou por veículo impresso, sendo repórter do Diario de Pernambuco, além de assessorar marcas nacionais como Devassa, Heineken, Algar Telecom e o Grupo Pão de Açúcar. Atualmente, dedica-se à redação do portal FDR, onde já acumula anos de experiência e pesquisas sobre economia popular e direitos sociais.