Taxa Selic caí mais uma vez: o que representa para poupança?

Ontem, quarta-feira (11), o Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) decidiu que a taxa básica de juros, Selic, da economia cairia de 5% para 4,5% ao ano. Entenda o que isso impacta para o rendimento da poupança. 

Taxa Selic caí mais uma vez: o que representa para poupança?
Taxa Selic caí mais uma vez: o que representa para poupança?

A reunião para a definição da taxa aconteceu na terça-feira (10). Esse foi o quarto corte seguido realizado na Selic e fez com que o juros chegasse ao seu menor patamar histórico. 

Desde outubro, o Banco Central (BC) já havia sinalizado para o mercado que seria realizado um corte nesta tarifa na última reunião do ano.

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Conforme dados do BC, após o segundo semestre a economia do país começou a crescer mais, em relação ao que foi analisado no primeiro semestre. Por conta disso, o Copom supõe que essa retomada na economia será de forma gradual.

A Selic atingiu o seu pico entre julho do ano de 2015 e outubro de 2016, quando a taxa chegou a 14,25% ao ano. De lá para cá, o peso sofreu reduções, sendo essa o décimo sexto corte.

Entre os anos em que a Selic se encontrava em 14,25%, era possível que os investidores tivessem alta rentabilidades em seus investimentos de renda fixa. Agora, após esse corte, os investidores precisaram procurar outros tipos de investimento que são menos seguros, como a bolsa de valores.

A taxa básica de juros em 4,5% ao ano, interfere nos investimentos que tenham o seu rendimento ligado a taxa da Selic ou à taxa de Depósitos Interbancários (DI) como a poupança, os títulos do Tesouro Selic, os fundos DI e os Certificados de Depósitos Bancários (CDBs).

Desde sempre a poupança era usada pelos brasileiros quando se fala em guardar dinheiro, porém recebendo uma quantia em juros.

Porém a taxa da Selic tendo esse rendimento atual acaba diminuindo as chances de crescimento do valor. Por exemplo, se um investidor decidir investir uma quantia de R$5 mil em qualquer um dos rendimentos que tem como base essa taxa básica de juros, por um tempo de dois anos e meio.

A poupança, apesar de ser livre de cobrança do Imposto de Renda (IR), será o investimento que menos irá render ao investidor durante os 24 meses, chegando apenas a um reajuste de R$325 na quantia inicial. 

Já os outros investimentos que tem como base esse fator, se desempenham melhor, porém não como antes.

Se o investidor decidir aumentar a quantia que será investida o rendimento cairá ainda mais.

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Jheniffer Freitas
Jheniffer Aparecida Corrêa Freitas é formada em Jornalismo pela Universidade de Mogi das Cruzes. Atuou como assessora de imprensa da Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo e da Secretarial Estadual da Saúde de São Paulo. Há dois anos é redatora do portal FDR, onde acumula bastante experiência em produção de notícias sobre economia popular e finanças.