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Com nova medida divulgada pelo Banco Central, cooperativas de crédito tem a possibilidade de realizar financiamento de imóvel. De acordo com o governo, a intenção das mudanças é aumentar as opções do consumidor.

BC autoriza financiamento de imóvel com cooperativas e juros menor
BC autoriza financiamento de imóvel com cooperativas e juros menor
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Mudanças previstas não devem garantir reduções significativas nas taxas de juros das cooperativas. Atualmente, os juros médios são de 20% a 40% mais baixos que os de bancos.

O seguimento já oferece essa modalidade de crédito para a venda de carros. De acordo com Kedson Macedo, presidente da Confederação Brasileira das Cooperativas de Crédito (Confebras), essas empresas já estão habituadas a fornecer crédito.

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Por tal motivo, já há experiência referente aos financiamentos a longo prazo, no caso dos empréstimos para aquisição de casas e apartamentos.

Para atender esse movimento e oferecer mais dinheiro, o Banco Central autorizou a oferta de caderneta de poupança aos cooperados. Essa atitude não era permitida às cooperativas.

Neste sentido, recursos aplicados nas contas terão garantias semelhantes as coberturas oferecidas pela modalidade de Fundo Garantidor de Crédito, correspondente aos bancos, apenas com outro nome, considerado o Fundo Garantidor do Cooperativismo, responsável pelo suporte de até R$ 250 mil caso a cooperativa quebre.

Juros no financiamento de imóvel

As cooperativas, por não visarem lucros, oferecem esses serviços com juros e taxas mais em conta em relação aos bancos. No crédito imobiliário, a diferença pode chegar a números ainda mais baixos. As taxas desta modalidade de financiamento ficam entre 7,3% e 8,5% mais baixas do que os bancos. Ainda não há previsão do valor final.

Cooperativas

São instituições financeiras formadas pela associação de pessoas para prestar serviços financeiros exclusivamente aos seus associados. No país, há 933 cooperativas. Totalizando todas elas, são mais de 1,3 milhões de cooperados, sendo 9,8 milhões de pessoas físicas.

Para se tornar um cooperado, não é preciso ter nenhuma profissão ou atividade específica. Isso tem um custo inicial, o capital a integralizar, que varia de R$ 20, a R$ 50. É como uma taxa para se associar.

Juan Gouveia, formado em jornalismo pela Universidade Católica de Pernambuco (UNICAP). É redator do portal FDR, produzindo pautas sobre economia popular, direitos trabalhistas e finanças diariamente.