O que a alta do dólar representa para o seu bolço? Entenda!

Preocupações com a alta do dólar. Nessa terça-feira (28), a moeda americana apresentou pela terceira vez consecutiva, o maior aumento de sua história, chegando a U$ 4,25. Tal elevação vem assustando a população mundial que está tentando entender os efeitos do aumento do câmbio em suas contas. No Brasil não seria diferente, inúmeros brasileiros estão se questionando sobre o impacto da moeda na economia nacional.

O que a alta do dólar representa para o seu bolço? Entenda!
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Segundo especialistas, é possível ficar calmo, pois mesmo com o reajuste, os impactos ainda são curtos. Por enquanto, sentirão o peso da elevação aqueles que estão de viagem marcada para outros países, tendo em vista que os preços das passagens e dos combustíveis sofrerão uma elevação considerável.

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Impacto da alta do dólar no comércio

Já no que diz respeito ao comércio, o cenário ainda é estável. Os analistas afirmam que a variação do preço dos produtos não devem ser relacionadas ao dólar. André Braz, economista, analista de inflação e coordenador do Índice de Preços ao Consumidor da Fundação Getulio Vargas (FGV), afirma que o crescimento da moeda americana ainda não começou a surtir efeito na inflação.

“Não houve tempo para que a recente desvalorização impacte a inflação. Já os combustíveis — dada a política de reajustes da Petrobras — podem sofrer aumentos repassando efeitos cambiais mais rapidamente”, diz.

Braz alerta que ainda não viu produtos locais com os preços mais altos. Ele afirma que a variação do câmbio não está alterando as vendas brasileiras e que os preços estão desacelerando. Entretanto, caso a alta permaneça, esse cenário pode mudar.

“Ainda não vi alimentos com alta por conta de câmbio. O pão francês, por exemplo, dado que é intensivo em trigo (commodity agrícola) que o Brasil importa muito, pode repassar desvalorizações cambiais,” finalizou o especialista.

Instabilidade econômica

Michael Viriato, professor de finanças do Insper, também afirma que a atual situação econômica nacional está funcionando como um desacelerador para os preços dos produtos. Ele afirma que os empresários, considerando a instabilidade do cenário econômico e político brasileiro, não devem aumentar as taxas de seus serviços. Trata-se de uma medida prejudicial que só travará a lucratividade e venda no comércio.

“O que favorece a não repassar é nossa economia estar frágil, os consumidores não conseguem absorver o aumento dos preços. Se os empresários repassarem muito alto as pessoas não vão comprar. O que vai acontecer n77o curto prazo é um aperto de margem por parte dos empresários.”

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Eduarda Andrade
Maria Eduarda Andrade é mestranda em ciências da linguagem na Universidade Católica de Pernambuco, formada em Jornalismo pela mesma instituição. Enquanto pesquisadora, atua na área de políticas públicas, economia criativa e linguística, com foco na Análise Crítica do Discurso. No mercado de trabalho, passou por veículo impresso, sendo repórter do Diario de Pernambuco, além de assessorar marcas nacionais como Devassa, Heineken, Algar Telecom e o Grupo Pão de Açúcar. Atualmente, dedica-se à redação do portal FDR.
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