Pesquisa mostra que conta digital ainda não é principal escolha dos brasileiros

Em tempos de smartphones, quase todo mundo possui algum aplicativo de banco no celular. Todos adoram a praticidade de resolver a vida financeira na palma da mão. Foi a partir dessa mudança de comportamento que surgiu a conta digital. Entretanto, pesquisas revelam que, apesar do crescimento das fintechs, uma grande maioria de brasileiros têm suas contas principais registradas em bancos tradicionais.

Pesquisa mostra que fintechs ainda não são conta principal dos brasileiros
Pesquisa mostra que fintechs ainda não são conta principal dos brasileiros
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Um relatório realizado pela Kantar identificou que 35% dos brasileiros possuem uma conta em banco digital, entretanto apenas 9% alegou considerar esta como a principal fonte de uso. O estudo foi aplicado em dez países e pôde comprovar que as novas instituições financeiras possuem mais fama do que clientes.

Nubank, Inter (BIDI11) e Next são algumas das startups mais conhecidas por oferecer conta digital. Apesar de estarem em alta no mercado, seus clientes apresentam uma duplicidade financeira, registrados também em outras agências.

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No Brasil, Bradesco, Santander, Itaú, Caixa Econômica e o Banco do Brasil são as principais marcas de serviço bancário.

O levantamento da Kantar mostrou que apenas 1 a cada 10 brasileiros usam a versão digital para tudo. De modo geral, muitos optam pela praticidade, isenção de taxas em serviços de crédito e facilidade de transferência nas fintechs.

Porém, permanecem titulares nas grandes agências para atividades como recebimento de salário, pagamento de contas, poupanças, entre outras.

Por que não escolher a conta digital?

Segundo a Kantar, há alguns motivos que priorizam os bancos tradicionais. A pesquisa enfatiza que a segurança é a principal aliada das grandes agências. Por estarem inseridas no mercado há décadas, acabam passando mais credibilidade para seus clientes.

Quanto às fintechs, elas também estão bem posicionadas e obtém 57% da confiança dos entrevistados, mas ainda assim eles alegam que preferem manter o registro nos serviços mais tradicionais.

Os dados da pesquisa revelam que a cada dez brasileiros com aplicativos financeiros, 7,9 são com as plataformas de bancos tradicionais. Somente 2,1 cabem aos bancos digitais.

Outro questionamento levantado pelo estudo é a falta de variedade de serviços nos bancos online. A pesquisa pontua que é preciso oferecer diversidade ao cliente que já está acostumado com as oportunidades desenvolvidas pelas grandes marcas.

Para que os neobancos cresçam, não apenas em número de clientes, mas também na fatia da carteira eletrônica, é importante que diversifiquem profundamente seu portfólio. Quanto mais os clientes os virem como pôneis que sabem apenas um truque, os neobancos estarão limitando seu potencial para aumentar a participação de mercado. Falando sem rodeios: basear-se apenas em serviços de pagamento P2P não será suficiente para que os neobancos conquistem e sustentem seu crescimento no longo prazo”, afirmou a consultoria.

Eduarda AndradeEduarda Andrade
Maria Eduarda Andrade é mestranda em ciências da linguagem na Universidade Católica de Pernambuco e formada em Jornalismo pela mesma instituição. Enquanto pesquisadora, atua na área de políticas públicas, economia criativa e linguagens. No mercado de trabalho, já passou por veículo impresso, sendo repórter do Diario de Pernambuco, além de ter assessorado marcas nacionais como a Devassa, Heineken, Algar Telecom e o Grupo Pão de Açúcar. Atualmente, dedica-se à redação do portal FDR.