Com a atual situação do país, muitos brasileiros ficam indecisos entre poupar o seu dinheiro, para utilizá-lo em situações de emergência ou investir em algo que possa trazer renda, para garantir um futuro melhor. Saiba aqui qual a melhor opção.

Poupar ou investir? Saiba qual a melhor escolha
Poupar ou investir? Saiba qual a melhor escolha

Poupar é basicamente guardar dinheiro, reajustar suas finanças para economizar uma quantia de dinheiro que pode ser utilizada na compra de um bem, por exemplo. É o tipo de ação financeira mais comum entre brasileiros.

Para poupar, você pode depositar o seu dinheiro na caderneta de poupança, lá é possível investir qualquer quantia de dinheiro, é isento de Imposto de Renda que pode ser resgatado a qualquer momento.

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Porém, a poupança pode render das seguintes maneiras ao seguir os valores da Selic (taxa básica de juros da economia do país):

  • Se a Selic estiver em um patamar acima de 8,5% ao ano, a poupança terá um rendimento de 0,5% ao mês + TR (taxa referencial);
  • Caso a taxa esteja menor ou igual ao valor de 8,5% ao ano, o rendimento da poupança será de 70% da Selic + TR.

Em março de 2018, a Selic chegou ao menor patamar da história: 6,5%. Com isso, o rendimento da poupança segue a segunda regra apresentada, ou seja, 70% da taxa de juros oficial do Brasil mais a Taxa Referencial (TR), que está em 0% desde setembro de 2017.

Ao seguir esses dados atuais e fazer uma conta rápida, pode-se apontar o rendimento da poupança em torno de 4,55% ao ano. Os resultados ainda não são vantajosos se comparado às opções de investimentos atualmente.

Além disso, a poupança tem o governo como o grande inimigo. Se o rendimento fica muito atrativo, os investidores fogem da renda fixa, ação que dificulta o refinanciamento da dívida do Tesouro Nacional.

Já investir é ideal para quem planeja a longo prazo, ou seja, que não irá contar esse dinheiro no prazo mínimo de três anos. Os investimentos são capazes de multiplicar o seu patrimônio.

Existem uma infinidade de investimentos, com retornos variados como: ações, imóveis, hotéis, debêntures, fundos de investimento, CDB’s e RDB’s, títulos públicos, entre outros.

Os investimentos permitem que você obtenha rentabilidades acima da inflação ao contrário da poupança.

Nos investimentos prefixados, por exemplo, você sabe exatamente quanto receberá de volta ao fim do período estipulado. Isso porque as taxas de juros já são conhecidas pelo investidor no momento da compra.

Para escolher a melhor opção para o seu dinheiro, é preciso estabelecer uma meta, avalie, por exemplo, quanto precisa ser economizado e durante quanto tempo. Com base nessa meta, pesquise as opções disponíveis e seus rendimentos.

Jheniffer Freitas é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade de Mogi das Cruzes (UMC). É redatora do portal FDR, produzindo pautas sobre economia popular e finanças diariamente.