Cadastro positivo pode estimular população a fazer bom uso do dinheiro

Em abril, o presidente Jair Bolsonaro sancionou, o cadastro positivo, que passou a valer efetivamente neste mês de novembro. Apesar da implantação do banco de dados ser um pesadelo para alguns consumidores, que não praticam bons hábitos de consumo e pagamento, o sistema pode ajudar os demais a buscar a saúde financeira.

Cadastro positivo pode estimular população a fazer bom uso do dinheiro
Cadastro positivo pode estimular população a fazer bom uso do dinheiro

O cadastro positivo funciona como um banco de dados para “reconhecer” os consumidores que são bons pagadores de suas dívidas. Esse banco de dados já existe desde 2011 e entrou em vigor no ano de 2013, mas com pouca adesão.

Agora, ele foi reformulado e implantado neste ano com a diferença que, todos os brasileiros que possuem operações de crédito e contas de consumo passam a fazer parte de forma automática da ferramenta.

Veja também: Cadastro Positivo recebe informações bancárias para atualização de dados

O cadastro serve para que de posse dessas informações, os bancos consigam separar quem atrasa as contas e quem paga os boletos em dia. E assim, decidir para quem vão emprestar dinheiro. Quando o risco de inadimplência é mais baixo, eles podem cobrar juros menores do consumidor.

No dia 11 de novembro, os principais bancos do país e algumas instituições financeiras, passaram a compartilhar as informações de pagamento dos consumidores.

Em entrevista ao portal R7 Felipe Lemos, CRO da Bom Pra Crédito comenta que já partirá das próprias instituições algumas dicas referentes a educação financeira.

“O Serasa, SPC Brasil e outras instituições de crédito vão desenvolver produtos para o consumidor acompanhar o seu cadastro positivo e vão gerar dicas para que ele possa melhorar a sua pontuação. Nesse primeiro momento, o cadastro vai ser mensurável através de um score. Então é nas dicas de como melhorar a sua pontuação, que vem a educação financeira”, disse.

Além disso, Lemos projeta que, virá das pessoas a vontade de se reeducar. “O fato de as pessoas começarem a se preocupar em manter uma pontuação alta no cadastro vai fazer com que elas se eduquem e se preocupem em ter uma vida financeira mais saudável. É uma coisa levando a outra”, afirma.

Segundo ele, a centralização de informações e análise de crédito não mais permitirão que as pessoas contem com a ‘sorte’ de um credor não perceber se ele tem hábitos de consumo ruins.

“A grosso modo, hoje, como as informações não estão 100% disponíveis, cada um tem acesso a uma análise de credito diferente, aí você pode ser bem pontuado num banco A, numa financeira B, e mal pontuado em outros lugares. Com o cadastro, a tendência é que essa percepção seja compartilhada entre todos que fazem análise de crédito. Então, ele não vai ter mais como fugir disso. Ficar à mercê de uma eventual sorte. De um credor não perceber se ele tem um comportamento de consumo inadequado”, explica.

Vale lembrar que, caso o consumidor deseje, ele pode cancelar seu cadastro a qualquer momento.

Jheniffer FreitasJheniffer Freitas
Jheniffer Aparecida Corrêa Freitas é formada em Jornalismo pela Universidade de Mogi das Cruzes. Atuou como assessora de imprensa da Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo e da Secretarial Estadual da Saúde de São Paulo. Atualmente, é redatora do portal FDR, produzindo pautas sobre economia popular e finanças.