O fim de ano está chegando e com ele os gastos natalinos. Presente das crianças, roupas, sapatos, viagens, são algumas das atividades que acabam pesando na conta do trabalhador. Apesar do recebimento do 13º, é preciso estar atento para que não haja despesas grandes o suficiente para prejudicar seu orçamento. Por isso, antes de retirar as economias do banco, os economistas sugerem que você tenha um planejamento financeiro.

Planejamento financeiro: como usar seu salário da melhor forma?
Planejamento financeiro: como usar seu salário da melhor forma?

Ao colocar sua vida financeira na ponta do lápis, você poderá enxergar qual a atual realidade de seus débitos e assim entender quanto pode gastar, onde e quando.

Motivados pelo clima de confraternização, é comum que muitos trabalhadores acabem começando o ano seguinte pendurados economicamente devido aos gastos excessivos e desorganização de suas finanças.

Leia também: Poupar ou investir? Saiba qual a melhor escolha

Planejamento financeiro:

Antes de qualquer coisa, organize seus gastos fixos. Contas como aluguel, água, energia, internet, telefone, entre outras, são aquelas que você precisará quitar todo mês. É importante determinar sua obrigação mensal, pois é a partir dela que você poderá destinar o restante do salário para outros pagamentos.

Na sequência, tenha em mente todos os débitos em aberto. Saber o tamanho da sua dívida lhe ajudará a calcular para onde irá seu salário. Então, anote todas as contas e a partir disso crie uma lista de prioridade de pagamento de acordo com os prazos e valores.

Saiba claramente qual a sua fonte de renda. Caso você faça algum trabalho extra, freelancer, ou demais atividades que lhe proporcionem um valor à mais, é válido ressaltar: é extra.

Então, defina seus gastos a partir daquilo que você sabe que receberá obrigatoriamente todo mês. Quem trabalha de carteira assinada, por exemplo, sabe exatamente o valor do salário. Já quem atua de forma autônoma e sofre variações na renda mensal, precisa ficar ligado para que o valor recebido seja sempre equivalente ou maior do que sua despesa fixa.

Tenha um orçamento mensal e outro anual. Essa organização facilitará sua visibilidade para que você consiga juntar dinheiro. Começar o ano determinando um valor mínimo de uma “poupança”, por exemplo, fará com que mensalmente você separe determinada quantia para guardar.

Assim, além de suprir as necessidades mensais, ao fim dos 12 meses você contará com um valor extra acumulado sem pesar no orçamento.

Por fim, é importante sempre priorizar as necessidades à frente dos luxos. Estar atento ao seu teto financeiro e tomar cuidado com serviços como cartão de crédito, que na grande maioria das vezes é o responsável por levar grande parte de nosso salário.

Eduarda Andrade é graduanda em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Católica de Pernambuco (UNICAP). Além de redatora do FDR, atua como estagiária da Agência de Desenvolvimento Econômico do Estado-PE e pesquisadora UNICAP/CNPq com projetos na área de Economia Criativa, Políticas Públicas e Tecnologia da Informação e da Comunicação.