Entenda como funcionam os descontos do INSS na folha de pagamento

Promulgada nessa terça-feira (12), a Reforma da Previdência apresenta mudanças no valor das contribuições previdenciárias pagas pelos trabalhadores ao INSS. Em resumo, aqueles que ganham menos, vão contribuir com um valor reduzido. Já quem tiver uma renda salarial mais elevada, precisará arcar com uma cobrança maior.

Entenda como funcionam os descontos do INSS na folha de pagamento
Entenda como funcionam os descontos do INSS na folha de pagamento

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Descontos do INSS e teto previdenciário

Já o teto previdenciário será de R$ 5.839,45, o que significa que mesmo que o trabalhador ganhe acima dessa quantia, ele continuará contribuindo com os 11% porque não poderá receber mais do que isso ao se aposentar.

Os funcionários públicos, por sua vez, contarão com uma contribuição diferente. Para aqueles que ingressaram até 2013 será cobrado o total de 11% em cima do salário recebido.

Há uma exceção no caso dos que estão cadastrados ao Funpresp (Fundo de Previdência Complementar aos Servidores). Estes contribuem 11% até o teto do regime geral uma vez em que possuem o benefício limitado a esse valor.

Reajustes nas alíquotas do INSS

Outra mudança diz respeito às porcentagens das alíquotas, agora o trabalhador do setor privado que tem carteira assinada precisará contribuir com um percentual que varia de 8% a 11%.

Quem recebe até R$ 1.751,81 se enquadra nos 8%, assalariados de 1.751,82 a R$ 2.919,72 terão 9% e aqueles entre R$ 2.919,73 a R$ 5.839,45 contribuirão com 11%. Já no setor público as taxas podem chegar a 22%.

É importante lembrar que tais cobranças são progressivas, feitas de acordo com a renda mensal de cada trabalhador.

Atualmente o brasileiro que recebe um salário mínimo (R$ 998) contribui com R$ 79,84 por mês. Após a reforma, sua contribuição cairá para R$ 74,85. Já quem recebe acima do teto do INSS (R$5.839,45), dará 11% sobre esse valor máximo. Nesse caso, a contribuição sobe de R$ 642,34 para R$ 682,55 e o novo desconto será de 11,69% do teto.

Em resumo, pode-se afirmar que praticamente todos os contribuintes sofrerão reajustes. Enquanto uns vão ser beneficiados, outros sentiram um peso maior no contracheque. Na tabela abaixo você poderá entender como ficam as cobranças:

Confira a tabela de reajustes:

Salário, em R$ Contribuição atual, em R$ Nova contribuição, em R$ Diferença, em R$
                998,00         79,84         74,85 -4,99
            1.000,00         80,00         75,03 -4,97
            1.100,00         88,00         84,03 -3,97
            1.200,00         96,00         93,03 -2,97
            1.300,00      104,00      102,03 -1,97
            1.400,00      112,00      111,03 –  0,97
            1.500,00      120,00      120,03  0,03
            1.600,00      128,00      129,03 1,03
            1.700,00      136,00      138,03 2,03
            1.751,81      140,14      142,69 2,55
            1.800,00      162,00      147,03 -14,97
            1.900,00      171,00      156,03 -14,97
            2.000,00      180,00      165,03 -14,97
            2.100,00      189,00      177,03 -11,97
            2.200,00      198,00      189,03 -8,97
            2.300,00      207,00      201,03 -5,97
            2.400,00      216,00      213,03 -2,97
            2.500,00      225,00      225,03 0,03
            2.600,00      234,00      237,03 3,03
            2.700,00      243,00      249,03 6,03
            2.800,00      252,00      261,03 9,03
            2.900,00      261,00      273,03 12,03
            2.919,72      262,77      275,40 12,62
            3.000,00      330,00      285,03 -44,97
            3.100,00      341,00      299,03 -41,97
            3.200,00      352,00      313,03 -38,97
            3.300,00      363,00      327,03 -35,97
            3.400,00      374,00      341,03 -32,97
            3.500,00      385,00      355,03 -29,97
            3.600,00      396,00      369,03 -26,97
            3.700,00      407,00      383,03 -23,97
            3.800,00      418,00      397,03 -20,97
            3.900,00      429,00      411,03 -17,97
            4.000,00      440,00      425,03 -14,97
            4.100,00      451,00      439,03 -11,97
            4.200,00      462,00      453,03 -8,97
            4.300,00      473,00      467,03 -5,97
            4.400,00      484,00      481,03 -2,97
            4.500,00      495,00      495,03 0,03
            4.600,00      506,00      509,03 3,03
            4.700,00      517,00      523,03 6,03
            4.800,00      528,00      537,03 9,03
            4.900,00      539,00      551,03 12,03
            5.000,00      550,00      565,03 15,03
            5.100,00      561,00      579,03 18,03
            5.200,00      572,00      593,03 21,03
            5.300,00      583,00      607,03 24,03
            5.400,00      594,00      621,03 27,03
            5.500,00      605,00      635,03 30,03
            5.600,00      616,00      649,03 33,03
            5.700,00      627,00      663,03 36,03
            5.800,00      638,00      677,03 39,03
            5.839,45      642,34      682,55 40,21

 

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Eduarda Andrade
Maria Eduarda Andrade é mestra em ciências da linguagem pela Universidade Católica de Pernambuco, formada em Jornalismo na mesma instituição. Enquanto pesquisadora, atua na área de políticas públicas, economia criativa e linguística, com foco na Análise Crítica do Discurso. No mercado de trabalho, passou por veículo impresso, sendo repórter do Diario de Pernambuco, além de assessorar marcas nacionais como Devassa, Heineken, Algar Telecom e o Grupo Pão de Açúcar. Atualmente, dedica-se à redação do portal FDR, onde já acumula anos de experiência e pesquisas sobre economia popular e direitos sociais.