Financiamento estudantil tem sido uma opção para ingresso na universidade; saiba se vale a pena

As possibilidades para o ingresso no ensino superior no país, vem aumentando cada vez mais, isso por conta do financiamento estudantil que são realizados pelo governo e até mesmo por empresas privadas.

Financiamento estudantil tem sido uma opção para ingresso na universidade; saiba se vale a pena
Financiamento estudantil tem sido uma opção para ingresso na universidade; saiba se vale a pena

 

Fazer uma faculdade ainda é sonho de muita gente. Porém, ingressar em uma universidade pública não é a realidade da maioria dos estudantes.

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Bancar uma faculdade particular acaba sendo a única opção, porém, nem sempre se tem condições para isso.

Com esse cenário, os programas públicos e privados de acesso à educação superior tornam-se, então, uma porta de entrada possível. Saiba se vale a pena recorre a esses financiamentos.

Programas públicos de financiamento estudantil

No Brasil há três programas públicos que ajudam no acesso às universidades:

  • Sistema de Seleção Unificada (SISU), no qual os estudantes têm acesso a instituições públicas com a nota do Enem;
  • Programa Universidade Para Todos (Prouni), que concede bolsas de estudos de 50% e 100% em instituições particulares, sem que o aluno precise pagar depois;
  • Fundo de Financiamento Estudantil (FIES), que concede financiamento a estudantes em cursos superiores não gratuitos, com avaliação positiva no MEC.

O FIES, tem duas modalidades. A primeira é a modalidade Fies, que tem juros zero para estudantes que tiverem renda per capita mensal familiar de até 3 salários mínimos. Nessa modalidade, o estudante começa a pagar as prestações de acordo com o seu limite de renda.

E a segunda é a P-Fies, no qual entram os  estudantes com renda per capita mensal familiar entre três até cinco salários mínimos. Nessa modalidade, os estudantes pagam juros e podem buscar o financiamento em bancos privados que oferecerem a modalidade. Nem todos os bancos privados participam do programa.

Os estudantes que quiserem contratar o FIES, precisam antes passar por um processo seletivo, no qual envolve a nota do Enem. A lista de aprovados para o financiamento sai duas vezes no ano.

Depois da fase de seleção vem a fase de contratação do empréstimo. Quem conseguiu o financiamento na modalidade, Fies, não pagará juros, mas pagará o valor principal financiado. Nesta modalidade, quem paga o empréstimo é o Tesouro Nacional por meio dos bancos públicos.

Quem passou na modalidade P-Fies pode buscar o financiamento em bancos privados que participam do programa. Porém, nesse os prazos e os juros variam de acordo com o banco e são determinados pelo mesmo.

O pagamento do financiamento começa a ser feito logo após a conclusão do curso, caso o recém-formado possua uma renda. Não há como fugir, caso esteja trabalhando com carteira assinada, o governo realiza cruzamento de dados e faz o desconto direto na folha de pagamento.

Caso o estudante não possua renda ou perca o emprego enquanto está pagando a dívida, o financiamento será quitado em prestações mensais equivalentes ao pagamento mínimo.

Financiamento estudantil privado

Caso o estudante não se encaixe nas condições exigidas para entrar em um programa do governo, inda é possível recorrer a um financiamento privado para pagar seus estudos.

Para isso, é preciso procurar programas e empresas que ofereçam a modalidade em parceria com a sua instituição de ensino.

Esse financiamento privado não é o mesmo que Fies. O financiamento privado oferece condições menos vantajosas para pagamento da dívida e não exige a participação no Enem, além, obviamente, de ser ofertado por instituições não ligadas ao governo.

Existem organizações especializadas em crédito universitário. Normalmente, são empresas e instituições que tradicionalmente já atuam nesse mercado há algum tempo, tendo convênio com praticamente todas faculdades particulares e regras distintas para contratação e pagamento. Entre elas há:

Pra Valer: Um dos programas de crédito estudantil privado mais tradicionais do Brasil. O financiamento oferecido pode ser usado para cursos a distância e presenciais, nos níveis técnico, superior e nos cursos de pós-graduação.

O programa financia 50% das mensalidades e os juros cobrados variam de 0% a 2,19% ao mês. Porém, algumas universidades parceiras podem ainda subsidiar uma parte desses custos, tornando o financiamento ainda mais barato.

Quem já tem desconto ou bolsa junto à universidade também pode usar o crédito para financiar o valor restante da mensalidade.

A contratação do PraValer e o envio da documentação podem ser feitos pela internet, facilitando o processo.

Para ter acesso ao financiamento estudantil, o estudante precisa comprovar renda familiar mensal equivalente a, no mínimo, duas mensalidades do curso. Além disso, é exigida a presença de um garantidor e tanto ele quanto o estudante precisam estar com o nome limpo.

Instituto Educar: é um financiamento que pode ser usado para financiar até 50% da mensalidade de cursos superiores e de pós-graduação. Só é valido para faculdades credenciadas. Esse financiamento estudantil privado não pode ser utilizado com outros benefícios, sejam eles públicos ou privados, como descontos, bolsas, FIES, ProUni, etc.

Os bancos também oferecem crédito educativo para universitários. Em geral, é necessário ter uma conta naquele banco específico para ter acesso ao crédito universitário e algumas instituições têm convênios com faculdades privadas.

Caso você use um financiamento estudantil de banco privado para pagar a faculdade, ele só pode ser feito para o pagamento de um semestre e não do curso todo e o aluno terá o prazo de 12 meses para quitar o empréstimo.

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Jheniffer Freitas
Jheniffer Aparecida Corrêa Freitas é formada em Jornalismo pela Universidade de Mogi das Cruzes. Atuou como assessora de imprensa da Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo e da Secretarial Estadual da Saúde de São Paulo. Atualmente, é redatora do portal FDR, produzindo pautas sobre economia popular e finanças.
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