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Depois do Bradesco anunciar a suspensão dos atendimentos presenciais em centenas de agências. Foi a vez do Itaú divulgar que também vai desligar o funcionamento de pelo menos 400 agências ainda neste ano de 2019.

Itaú vai desativar 400 agências até o fim de 2019
Itaú vai desativar 400 agências até o fim de 2019
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Em cenário difícil para a economia do país, com mais de 12,5 milhões de desempregados e as oportunidades de emprego caindo cada vez mais. O maior banco privado do país resolveu fechar parte das suas agências. A medida visa ter mais investimentos para o mercado digital, que vem registrando grande ascensão.

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O anúncio foi feito pelo presidente do Banco, Candido Bracher, durante uma teleconferência sobre os resultados do terceiro trimestre do ano.

O Itaú tem 91 anos de história e atualmente conta com mais de 90 mil colaboradores, quase 60 milhões de clientes e mais de 95 mil acionistas.

O processo de fechamento das agências já ocorre desde o primeiro semestre do ano, quando 200 agências foram fechadas. Essa decisão faz parte do processo de digitalização do banco.

Esse número representa quase 10% dos quase 4.200 pontos físicos do banco, incluindo agências e postos de atendimento.

O Itaú usou comunicados internos para informar aos seus funcionários a decisão sobre o fechamento das agências.

Em setembro, foi anunciado o programa de demissão voluntária e 3,5 mil funcionários aderiram ao programa.

Segundo a instituição, 50% dos funcionários que usaram do projeto de demissão voluntária, estavam elegíveis para o desligamento. Essas demissões geraram um efeito de R$ 24,4 bilhões nos números do banco, isso antes da dedução de impostos.

O Itaú anunciou também, o lucro líquido de R$ 7,1 bilhões entre julho e setembro. Representando um crescimento de quase 11% em relação ao mesmo período do ano passado.

Alguns fatores contribuíram para isso, entre eles estão em crescimento da carteira de crédito, crédito a micro, pequenas e médias empresas e tomada de crédito por pessoas físicas.

As plataformas digitais de serviços financeiros, com o apoio do Banco Central, se multiplicaram nos últimos anos. E tem refletido no mercado lucrativo dos grandes bancos do país, como os de crédito ao consumo e o de meios de pagamentos.

Esta será a maior operação de fechamento de agências, desde a compra do HSBC em 2016. Na ocasião em questão, foram fechadas 565 unidades em um ano.

Jheniffer Aparecida Corrêa Freitas, formada em Jornalismo pela Universidade de Mogi das Cruzes, atuou como assessora de imprensa da Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo e da Secretarial Estadual da Saúde de São Paulo. Atualmente, é redatora do portal FDR, produzindo pautas sobre economia popular e finanças.