Naturalmente, o limite de R$500 por saque do FGTS pode subir, para aqueles que mais de uma conta ativa ou inativa no fundo com saldo suficiente para receber o limite liberado com a Medida Provisória (MP). No entanto, deputados discutem a possibilidade de inserir na medida um acréscimo na quantia autorizada para saque, chegando a R$998,00.

FGTS: limite de R$500 por saque pode subir
FGTS: limite de R$500 por saque pode subir

O governo calcula que a medida poderá atender até 96 milhões de trabalhadores, que no total possuem 260 milhões de contas ativas e inativas no FGTS.

Os valores a serem pagos considerando as regras atuais podem chegar a R$30 bilhões este ano e mais R$ 10 bilhões no ano de 2020, isso sem contar os R$ 2 bilhões da liberação dos PIS/Pasep.

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No total o governo irá gastar R$42 bilhões de reais, como já havia sido calculado pela equipe econômica da presidência. Os pagamentos começaram a ser realizados desde agosto e irão até março do ano que vem.

Os saques para os trabalhadores com conta poupança na Caixa, e para correntistas que autorizaram a antecipação do valor, foi iniciada em setembro. Trabalhadores sem conta na rede devem seguir a tabela preparada pela Caixa Econômica Federal a partir do seu mês de aniversário.

Fonte: Caixa Econômica Federal

Para injetar mais 3 bilhões de reais na economia, por meio do fundo de garantia. O deputado Hugo Motta (Republicanos-PB), inseriu na MP do FGTS a sugestão de ampliar o valor disponível no saque imediato de R$500 para R$998. Beneficiando ainda mais a população. Para ser aprovada, a medida ainda precisa passar por votação individual entre deputados e senadores.

O ministro Onyx Lorenzoni afirmou ainda que o governo vai aumentar a distribuição dos lucros do fundo FGTS para os trabalhadores, alcançando 100% do rendimento. Atualmente, apenas 50% é repassado.

Parte desse saldo total das contas do FGTS é utilizada pelo governo para financiar linhas de crédito nas áreas de habitação, saneamento básico e infraestrutura. Lorenzoni garantiu que não vai ter qualquer mudança na multa de 40% sobre o saldo total do FGTS, que é pago pelos empregadores em caso de demissão sem justa causa.

Atualmente, o saque total do fundo só é possível em casos específicos. Como demissão sem justa causa, término do contrato por prazo determinado, compra de moradia própria, entre outras.

Essas medidas estão sendo tomadas para que seja injetado algum ânimo na economia do país, já que a equipe econômica havia cortado pela metade a sua previsão de expansão do Produto Interno Bruto (PIB), neste ano.