A taxa de desemprego no Brasil caiu para 11,8% no trimestre encerrado no mês de setembro, mas ainda atinge 12,5 milhões de pessoas. Os dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), apontam que o número de desempregados recuou 100 mil, comparando com o trimestre encerrado no mês de agosto, no qual tinham 12,6 milhões de trabalhadores desempregados.

12,5 milhões de brasileiros marcam taxa de desemprego no Brasil
12,5 milhões de brasileiros marcam taxa de desemprego no Brasil

A taxa é igual a registrada nos três meses anteriores, mas menor que os 12% registrados no trimestre encerrado em julho. Comparada ao mesmo período do ano de 2018, a taxa sofreu uma pequena redução, de 0,1 por percentual.

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Apesar dessa redução a quantidade de empregos com carteira assinada, se manteve estável, em relação ao trimestre anterior com 33, 1 milhões de pessoas. Já o desemprego segue persistente, e as vagas sem carteira assinada e trabalho por conta própria continuam em patamar recorde.

Comparando com o mesmo trimestre de 2018, aumentou em 1,5 milhão de pessoas ocupadas, atingindo o recorde de 93,8 milhões. O número continua subindo por conta da informalidade que ficou em 41,4% em setembro, mesma taxa dos três meses encerrados em agosto.

A taxa de pessoas que trabalham de maneira informal vem crescendo nos últimos anos, porém a desse ano é o maior nível desde o início da pesquisa em 2015. Desses 41% de ocupados, 38.806 milhões são trabalhadores informais.

Os empregados sem carteira assinada no setor privado foram recorde, 11,8 milhões de pessoas.

O número cresceu em relação as duas comparações, 2,9%, mais de 338 mil pessoas, em relação ao trimestre anterior. E 3,4%, mais de 384 mil pessoas, em comparação com o mesmo trimestre do ano de 2018.

Já a categoria de trabalhadores por conta própria chegou a um novo recorde, a 24,4 milhões, mais de 293 mil pessoas. Com alta de 1,2%, mais de 293 mil pessoas, ao trimestre anterior, e 4,3%, mais de 1 milhão de pessoas, em relação ao mesmo período de 2018.

Na contagem de pessoas que prestam serviço sem regularização foram contabilizados ainda 4.536 milhões de trabalhadores domésticos sem carteira assinada. 801 mil empregados sem CNPJ e 2.127 mil trabalhadores familiares.

Em comparação com o trimestre fechado em junho apenas a atividade de agricultura e pecuária continuaram registrando queda na ocupação, com 114 mil trabalhadores a menos, que em outros anos.