Isabel Veloso, influenciadora digital brasileira, morreu em 10 de janeiro de 2026, aos 19 anos, após uma longa batalha contra um linfoma de Hodgkin. Desde os 15 anos, ela usou as redes sociais para relatar tratamentos, medos e esperanças. Com isso, construiu uma audiência de milhões e se tornou um dos rostos mais conhecidos da luta contra o câncer entre jovens no Brasil.
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Além disso, sua trajetória também foi marcada por controvérsias, debates éticos e forte exposição pública.
Quem era Isabel Veloso?
Nascida em 2006, Isabel vivia em Curitiba (PR) e foi diagnosticada com linfoma de Hodgkin em 2021. O tumor, localizado entre os pulmões, media cerca de 17 centímetros e já estava em estágio avançado.
Desde então, ela passou por quimioterapia, radioterapia e, mais tarde, por um transplante de medula óssea, que acabou sendo rejeitado em 2025.
Ainda assim, manteve presença constante no Instagram, TikTok e X, relatando internações, crises e pequenas vitórias diárias. Com o tempo, tornou-se símbolo de resiliência para milhares de seguidores.
Casamento, maternidade e exposição pública
Em abril de 2024, Isabel se casou com Lucas Borbas. Quatro meses depois, anunciou que estava grávida, mesmo com prognóstico médico reservado.
A decisão dividiu opiniões. Parte do público enxergou coragem e esperança. Outros questionaram a responsabilidade diante da gravidade do quadro clínico.
O filho nasceu em 2025 e tinha cerca de um ano quando Isabel faleceu.
Durante esse período, ela participou de podcasts e entrevistas, incluindo o Inteligência Ltda., onde falou abertamente sobre a possibilidade de morte precoce.
Carreira digital e polêmicas de Isabel Veloso
Isabel ultrapassou 3 milhões de seguidores no Instagram antes de ter a conta banida em agosto de 2025. O motivo nunca foi oficialmente detalhado, porém esteve ligado a publicações sobre produtos e terapias alternativas.
Críticos a acusaram de explorar a própria doença e de divulgar tratamentos sem comprovação científica, inclusive ligados a iniciativas do próprio pai. Além disso, houve venda de cursos e conteúdos pagos com promessas consideradas enganosas por parte do público.
Esses episódios geraram debates sobre os limites éticos da monetização da doença nas redes sociais.
Morte e legado
Isabel morreu no Hospital Erasto Gaertner, em Curitiba, após sucessivas complicações, infecções e falência de órgãos.
Ela deixou um filho pequeno, o marido e uma comunidade dividida entre admiração e críticas. Ainda assim, seu impacto é inegável.
De todo modo, seu caso reforçou a importância do apoio psicológico a pacientes terminais e reacendeu discussões sobre responsabilidade digital, desinformação em saúde e a pressão vivida por jovens influenciadores.
