Herdar um imóvel dos pais costuma ser visto como sinal de segurança financeira.
Porém, especialistas em direito sucessório e planejamento patrimonial alertam que, em alguns casos, a herança pode se transformar em um problema caro e duradouro.
Antes de aceitar automaticamente um imóvel, é essencial analisar custos, dívidas e impactos legais envolvidos no processo.
Quando herdar um imóvel pode virar prejuízo?

Imóveis com dívidas ocultas
Um dos principais alertas envolve imóveis com pendências financeiras.
Débitos de IPTU, condomínio atrasado, hipoteca ou penhora judicial acompanham o bem na herança.
Nesse cenário, o herdeiro passa a responder por valores que podem superar o preço de mercado do imóvel.
Inventários longos e litigiosos
Especialistas também destacam o risco de inventários com conflitos familiares.
Quando há muitos herdeiros ou discordância sobre a divisão, o processo pode levar anos.
Além do desgaste emocional, surgem custos com advogados, taxas judiciais e impostos, reduzindo o valor real da herança.
Custos fixos e falta de liquidez
Manutenção elevada
Imóveis antigos ou grandes exigem reformas, manutenção constante e despesas mensais.
Condomínios elevados, obras estruturais e impostos recorrentes podem comprometer o orçamento do herdeiro.
Dificuldade para vender ou alugar
Nem todo imóvel herdado tem boa liquidez.
Bens localizados em áreas desvalorizadas, zonas rurais sem regularização ou imóveis muito específicos podem levar anos para encontrar compradores.
Enquanto isso, os custos continuam correndo.
O efeito real e legais para o herdeiro
Ao aceitar a herança, o herdeiro assume obrigações imediatas. Entre elas está, por exenplo, o pagamento do ITCMD, imposto estadual que pode chegar a percentuais elevados, dependendo da região.
Além disso, o imóvel não pode ser vendido antes da conclusão do inventário, o que trava qualquer tentativa de resolver dívidas rapidamente.
Quais alternativas os especialistas recomendam?
Diante desses riscos, profissionais indicam avaliar opções legais.
A renúncia à herança é uma delas, especialmente quando os passivos superam os benefícios.
Outra alternativa é o planejamento sucessório em vida, como doação com reserva de usufruto ou venda antecipada do imóvel.
Essas estratégias ajudam a reduzir impostos, evitar conflitos familiares e preservar o patrimônio real.





