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Prevenção do Alzheimer passa por uma boa noite de sono — saiba quantas horas são necessárias

Por Daniele Gomes
12/01/2026
Prevenção do Alzheimer passa por uma boa noite de sono — saiba quantas horas são necessárias

A prevenção do Alzheimer pode estar mais ligada à rotina diária do que muita gente imagina. Dormir bem deixou de ser apenas uma questão de descanso e passou a ser considerado um dos pilares da saúde cerebral, segundo estudos recentes da ciência. A qualidade do sono influencia diretamente o funcionamento do cérebro e pode reduzir o risco de doenças neurodegenerativas ao longo da vida.

Não por acaso, o tema ganhou destaque na chamada medicina do sono, área que hoje ocupa espaço em universidades, hospitais e centros de pesquisa em todo o mundo. Especialistas reforçam que o sono não é um estado passivo, mas um processo ativo e essencial para o equilíbrio do organismo.

Dormir bem é essencial para a saúde do cérebro

De acordo com Daniel Cardinali, médico e pesquisador emérito, o sono é indispensável para a manutenção da homeostase, que é a capacidade do corpo de manter seu equilíbrio interno.

Segundo ele, a qualidade do sono interfere não apenas no cérebro, mas em todo o organismo. Quando o descanso é insuficiente ou fragmentado, processos inflamatórios tendem a se manter ativos, o que está diretamente ligado ao desenvolvimento de doenças crônicas e neurodegenerativas.

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O cérebro se “limpa” enquanto dormimos

Pesquisas publicadas na revista Science Advances mostraram que, durante o sono, o cérebro ativa um sistema de limpeza natural. Esse mecanismo remove resíduos e substâncias tóxicas que se acumulam ao longo do dia.

Esse processo ocorre principalmente durante o sono profundo, quando entra em ação o chamado fluxo glinfático. Ele funciona como uma espécie de “lavagem” do tecido cerebral, eliminando proteínas associadas ao Alzheimer, como a beta-amiloide e a Tau.

Quando a pessoa dorme pouco ou acorda várias vezes durante a noite, essa limpeza fica comprometida. Com o tempo, o acúmulo de resíduos prejudica as funções cognitivas e aumenta o risco de demência.

Sono ruim afeta memória e cognição

O impacto do sono inadequado vai além do cansaço. Estudos conduzidos por pesquisadores da Universidade de Toronto mostraram que pessoas com sono fragmentado tiveram pior desempenho em testes cognitivos.

Segundo Andrew Lim, principal autor de um dos estudos, a privação de sono acelera o envelhecimento das células imunológicas do cérebro. Isso deixa o órgão mais vulnerável a inflamações e doenças neurodegenerativas.

Dormir pouco aumenta o risco de Alzheimer

Os dados são consistentes em diferentes pesquisas. Um estudo da Escola de Medicina de Harvard acompanhou idosos por vários anos e revelou um alerta importante: quem dormia menos de cinco horas por noite tinha o dobro de risco de desenvolver Alzheimer em comparação com quem dormia entre seis e oito horas.

Outra pesquisa europeia, com quase 8 mil pessoas, apontou que dormir seis horas ou menos de forma contínua, aos 50, 60 e 70 anos, elevou em 30% o risco de demência.

Ainda dá tempo de reduzir o risco?

A boa notícia é que mudanças de hábito podem ajudar. Especialistas afirmam que melhorar a qualidade do sono pode reduzir o risco de Alzheimer, mesmo em pessoas com predisposição genética.

Estudos mostram que práticas simples de higiene do sono, como manter horários regulares, reduzir o uso de telas à noite e criar um ambiente adequado para dormir, ajudam a proteger o cérebro.

Quantas horas de sono são ideais?

Embora muitas recomendações indiquem entre 6 e 8 horas por noite, Daniel Cardinali faz uma ressalva importante. Segundo ele, não basta contar horas.

O mais relevante é observar se a pessoa acorda bem, mantém boa atenção ao longo do dia e não sente sonolência excessiva. Esses sinais indicam que o cérebro está descansando adequadamente.

Dormir bem é uma estratégia acessível de prevenção

A ciência deixa claro: cuidar do sono é uma das formas mais simples, baratas e eficazes de investir na prevenção do Alzheimer. Mais do que quantidade, a qualidade do descanso faz diferença real na saúde do cérebro.

Criar uma rotina de sono saudável pode ser um passo decisivo para preservar a memória, a cognição e a qualidade de vida ao longo dos anos.

Daniele Gomes

Daniele Gomes

Formada em jornalismo, possui experiência como repórter de economia e política. Também já desenvolveu trabalhos jornalísticos nas áreas de ciência, saúde e tecnologia, além de assessoria de imprensa e gestão de redes sociais.

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